A biodiversidade das montanhas capixabas ganhou uma nova vitrine com o documentário “Corredores: da Pedra Azul ao Forno Grande”, produção do Instituto Últimos Refúgios que agora pode ser assistida gratuitamente no YouTube. Após passar por salas de cinema e eventos ambientais, a obra leva ao público a importância do corredor ecológico que conecta duas das principais unidades de conservação do Espírito Santo: os parques estaduais Pedra Azul e Forno Grande.
Com cerca de 70 minutos de duração, o documentário percorre a região serrana do Estado para mostrar como os remanescentes da Mata Atlântica desempenham papel fundamental na preservação da fauna e da flora capixabas. Ao longo da narrativa, espécies emblemáticas da biodiversidade local ganham destaque, entre elas a saíra-apunhalada, o saqui-da-serra, a jaguatirica e a onça-parda.
Mais do que apresentar paisagens e espécies, a produção busca evidenciar a importância da conexão entre áreas naturais protegidas. A sobrevivência de muitos animais depende da possibilidade de circulação entre fragmentos florestais, garantindo alimentação, reprodução e diversidade genética das populações.
Dirigido por Klaus Berg e produzido por Raphael Gaspar, o filme também reforça o papel dos corredores ecológicos como ferramenta estratégica para a conservação ambiental. Esses espaços funcionam como pontes entre unidades de conservação e áreas de vegetação nativa, permitindo o deslocamento da fauna, a dispersão de sementes e a manutenção dos processos ecológicos essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas.
Segundo a gerente de Gestão de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), iniciativas como o documentário ajudam a aproximar a população das áreas protegidas e a ampliar o entendimento sobre sua relevância.
“Os parques estaduais são muito mais do que áreas destinadas à visitação. Eles protegem ecossistemas essenciais, garantem a conservação de espécies ameaçadas e mantêm processos ecológicos fundamentais para a qualidade de vida da população. O corredor ecológico entre Pedra Azul e Forno Grande demonstra que a conservação vai além dos limites de cada unidade, formando uma rede de áreas naturais conectadas que fortalece a biodiversidade e aumenta a resiliência dos ecossistemas”, destacou.
Disponível gratuitamente na internet, o documentário surge em um momento de crescente debate sobre a preservação da Mata Atlântica e os impactos das mudanças climáticas, mostrando como a proteção de áreas conectadas pode ser decisiva para o futuro da biodiversidade capixaba.









