Nesta terça-feira (16), é celebrado o Dia Internacional da Tartaruga Marinha. A data chama a atenção para os avanços na preservação desses animais e para os desafios que ainda ameaçam sua sobrevivência no litoral brasileiro.
Em entrevista à Rádio ES Hoje, o coordenador de Pesquisa e Conservação do Projeto Tamar, Alexsandro Santos, destacou que as populações de tartarugas marinhas no Espírito Santo estão em processo de recuperação, resultado de décadas de ações voltadas à conservação da espécie.
“Tivemos recentemente a retirada de uma das espécies de tartaruga marinha da lista de animais ameaçados de extinção, que é a tartaruga-verde”, afirmou.
Apesar do avanço, a situação da tartaruga-de-couro ainda preocupa especialistas. Considerada uma das espécies mais ameaçadas, ela mantém uma população reduzida no litoral capixaba. Segundo Alexsandro, entre 10 e 20 fêmeas desovam na costa do Espírito Santo a cada ano.
Entre as principais ameaças às tartarugas marinhas estão a pesca incidental, a ocupação irregular do litoral, a iluminação artificial nas praias e a poluição dos oceanos.
“A principal ameaça hoje no Brasil para as tartarugas envolve a pesca. Não é uma pesca intencional, mas uma atividade que chamamos de pesca incidental”, explicou o pesquisador.
Com atuação no litoral brasileiro desde a década de 1980, o Projeto Tamar tem como missão promover a recuperação e a conservação das tartarugas marinhas. No Espírito Santo, o monitoramento é concentrado principalmente no norte do estado, especialmente nos municípios de Linhares e São Mateus, que registram grande parte das desovas.
O trabalho inclui monitoramento diário das praias, proteção de ninhos, acompanhamento dos filhotes e identificação das fêmeas reprodutoras, ações consideradas fundamentais para a recuperação das populações ao longo das últimas décadas.
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