Hotelaria capixaba no caminho da recuperação

Depois de passar pelo pior momento em função da pandemia, a hotelaria do Espirito Santo segue os passos do segmento no cenário nacional e já começa a mostrar sinais de recuperação. Numa avaliação do momento, cerca de 75 por cento do mercado hoteleiro já está em plena atividade. Quem traz esses dados é o presidente da Associação Brasileira da Industria Hoteleira, seccional ES, Gustavo Guimarães. Ele foi o convidado da semana da Live de Sexta, que vai ao ar pela fanpage do ES Hoje.  

Para o empresário, no decorrer do ano de 2020, alguns hotéis não superaram 35 por cento de ocupação.  Já em 2021 a movimentação já caminha para a normalidade, com o fechamento de outubro desse ano, da ordem de 72.7% de ocupação. Gustavo Guimarães (foto) ressalta que com a queda na movimentação do segmento alguns hotéis só na região da grande Vitória, que abrange desde Fundão até Guarapari, fecharam durante a pandemia. “Nesse período, em todo o estado um total de 12% dos hotéis realmente fecharam as portas ainda que temporariamente, mas lamentavelmente, alguns não conseguiram retomar as atividades”.

Gustavo Guimarães falou também sobre as medidas tomadas pelo governo do estado, que envolveram diretamente o segmento da hotelaria, durante a pandemia. Para ele, as autoridades tomaram inciativas até certo ponto positivas, entretanto, na sua avaliação elas acabaram sendo mal conduzidas, principalmente porque ocorreram falhas nos processos de licitação, para ocupação dos hotéis por integrantes do setor de saúde, que resultaram em prejuízo para algumas estruturas hoteleiras.

Empregos

Outra vertente importante abordada pelo presidente da ABIH-ES, foi a retomada dos empregos no cenário capixaba. Ele ressaltou que mesmo considerando toda a mão de obra que foi afastada de seus postos de trabalho, em definitivo ou mesmo aqueles que tiveram seus contratos suspensos, uma vez que a hotelaria se valeu das medidas do governo, através dos auxílios, que facilitaram a suspensão temporária dos contratos, o segmento já mostra recuperação.  

Ele ressalta que a mão de obra empregada no segmento, em alguns casos são muito específicas e que demandam tempo de treinamento. Nesse caso, sempre que possível a hotelaria prefere recontratar o empregado afastado, a desenvolver outro processo de treinamento. Contudo, ele observa que em muitos casos, essa nova capacitação está sendo necessária, haja vista que algumas pessoas, como acaba acontecendo, vão encontrado outros caminhos.  

Para o presidente da ABIH-ES, essa retomada se torna mais importante quando se considera que o Espirito Santo, que há alguns anos tinha uma característica mais forte no turismo de negócios, hoje em função da mudança nos hábitos do turista, identifica muito mais o estado como destino de lazer. “Pela proximidade com importantes centros, como Rio de Janeiro, Minas Gerias e São Paulo, o turista que opta pelo modal rodoviário, consegue com o máximo de 900 quilômetros, visitar o nosso estado. Isso faz com que até o visitante, que num primeiro momento vem a negócios, volte trazendo a família”, concluiu.

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