Não abertura de procedimentos administrativos, desistência de inquérito policial, suspensão de ações judiciais, incorporação de escalas extras, cronograma de promoções, revisão de carga horária, auxílio-alimentação, realinhamento de subsídios e promessa de novas reuniões. Estes são os itens que balizam a nova proposta do movimento paredista da Polícia Militar do Espírito Santo. E que está sendo levado para o Governo do Estado pelas mulheres dos policiais. Se aceita, a desobstrução dos batalhões da PMES em todo estado acontecerá até à meia-noite desta terça-feira (14).Uma reunião da comissão formada pelas mulheres com membros das associações que representam os policiais capixabas foi realizada na tarde desta segunda-feira (13). E, em seguida será apresentada ao Poder Executivo. Atendendo ao que o Governo vem falando, elas desistiram do pedido de reajuste salarial.
“Não vamos mais brigar pelo reajuste, mas nossa luta é por melhores condições de trabalho. Se o governo aceitar, deixaremos os batalhões. Assim como todos que estão ansiosos pelo fim do movimento, nos continuaremos e aguardamos junto com a sociedade o fim do movimento e a resposta do governo. No momento que chegar a resposta positiva nos desocupamos na mesma hora os batalhões”, afirmou uma das mulheres que se apresentou apenas como Maria.
O fechamento dos batalhões da PMES começou no dia 3 de fevereiro, pelo 6º Batalhão, na Serra. Durante uma semana sem militares nas ruas do Espírito Santo, foram registrados mais de 150 homicídios. Os policiais ficaram impedidos de ir às ruas até a tarde de sábado (11), e a segurança passou a ser feita por homens das Forças Federais – oficiais da Marinha, Exército, Aeronáutica e Força Nacional. Também no fim de semana o ministro da defesa, Raul Jungmann esteve no estado, oferecendo condições de atuação e a secretaria de Segurança Pública (SESP) iniciou a retirada dos militares do Quartel com helicópteros.
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