30% dos casos de violência sexual, no Espírito Santo, começam na internet

Pedro Permuy – pedro@eshoje.com.br

{'nm_midia_inter_thumb1':'http://www.eshoje.jor.br/_midias/jpg/2013/05/22/1_pedofilia_cartazes_transporte_mensagem-21270.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'519d6a0b72fa6', 'cd_midia':21266, 'ds_midia_link': 'http://www.eshoje.jor.br/_midias/jpg/2013/05/22/pedofilia_cartazes_transporte_mensagem-21266.jpg', 'ds_midia': 'd', 'ds_midia_credi': 'd', 'ds_midia_titlo': 'd', 'cd_tetag': '1', 'cd_midia_w': '350', 'cd_midia_h': '348', 'align': 'Left'}Dos 840 casos de violência infantil que foram solucionados neste ano pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), cerca de 30%, ou seja, 252 casos começaram a partir de interações do acusado com a vítima por meio de redes sociais. Para o delegado da DPCA, Lorenzo Pazolini, o principal fator que permite este contato virtual é o acesso crescente e fácil dos smartphones. Ele diz que sem orientação e fiscalização, crianças e jovens não fazem o uso seguro e não têm noção das consequências que o mau uso pode acarretar.
Fotos de crianças valem R$1 mil e vídeos com cenas de sexo chegam a custar R$10 mil em vendas clandestinas. Com a internet e a limitada legislação sobre crimes cibernéticos, a pedofilia e pornografia infantil passaram a ter uma nova forma de atuação, ainda mais complicada de se controlar. Por mês, no país, são criados aproximadamente mil novos sites e portais que abrigam conteúdo pornográfico infantil.
De acordo com a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco por meio de sua assessoria, 76% dos pedófilos do planeta estão no Brasil, além de o país comandar a lista mundial quando o assunto é pornografia infantil. No mapa da Polícia Federal (PF), o Espírito Santo está entre os três primeiros no ranking do número de casos de pedofilia: somente neste ano, até agora, foram indiciadas mais de 30 pessoas acusadas de praticar abuso. No Estado, dos 826 casos de violência contra menor, registrados de janeiro a abril deste ano, 386 são sexuais, ou seja, 46,7% dos crimes.
O chefe da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal no Espírito Santo (PF-ES), o delegado Leonardo Rabello, afirma que nos últimos três anos, no Estado, as operações de combate à pornografia infantil prenderam nove pessoas. Ele acredita que o trabalho resultará em condenação dos investigados na Justiça Federal.
Ele conta que a identificação dos suspeitos é feita a partir do IP do computador em que foi acessado o conteúdo pornográfico. O delegado garante que é possível que sejam acessadas redes profundas que dificultam o acesso a esse dado, mas que existem rastros de qualquer forma. De acordo com Rabello, a Polícia Federal (PF) conta com a ajuda de dois grandes órgãos internacionais: International Association of Internet Hotunes (INHOPE) e NCMEC – ambas filantrópicas.

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