Cristãos e as eleições #10: cuidado com a idolatria política

Romanos 13 (Bíblia Sagrada) no Brasil de hoje: Um alerta para a Igreja, por Jorge Rodrigues Neto*

Cristãos e as eleições #10: cuidado com a idolatria políticaHá pessoas ditas cristãs que só consideram “autoridades” aquelas que são de seus próprios gostos políticos. Esquecem-se que o Supremo Tribunal Federal (Poder Judiciário) e o Congresso Nacional (Poder Legislativo) também são autoridades constituídas.

Esses dois poderes, junto com o Poder Executivo, fazem parte dos pilares dos poderes constitucionais do Estado Democrático e de Direito brasileiro. Os três poderes têm a mesma importância constitucional.

Devemos, portanto, orar por todos os poderes constituídos do Brasil.

idolatria política
Jorge Rodrigues Neto é pastor e teólogo

Qual pode ser a causa dessa visão disforme do que tratamos aqui, então?

O que nos parece é que essa atitude de escolher por quem orar é pura idolatria política¹ disfarçada de piedade e de zelo. Essas pessoas desrespeitam até a morte os que não lhes agradam e “oram” pelas autoridades que lhes parecem “instituídas por Deus”, aceitando, inclusive, os pecados por elas praticado. Tais pessoas claramente não estão preocupadas com a vontade de Deus, mas apenas com seu objeto de idolatria.

O que a Bíblia diz sobre idolatria?

A Bíblia Sagrada é enfática quanto a isso: idólatras não herdarão o Reino de Deus (1 Coríntios 6.9-10). Simples assim.

Claro que orar não significa concordar com tudo, mas é mandamento do Senhor orarmos por todas as autoridades. Óbvio que quando as autoridades agem de forma errada elas devem ser denunciadas, pois os filhos e filhas de Deus não podem comungar com nenhum tipo de coisa errada. A Palavra do Senhor também nos encoraja a isso. Mas a idolatria político-ideológica não pode fazer morada no coração dos servos e das servas de Jesus.

Quem lê, entenda. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

________________

¹Segundo o teólogo Ken Sande, “em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Richard Keyes afirma que “toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas”. Segundo Keyes “idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito… Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma ideia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.

*Jorge Rodrigues Neto é Pastor (serve na Primeira Igreja Batista da Cidade da Serra-ES), Teólogo, Especialista em Direitos Humanos e Servidor Público Efetivo

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