Nesta segunda-feira (15), um pequeno país insular localizado na costa da África Ocidental fez história em sua estreia na Copa do Mundo 2026. A seleção de Cabo Verde empatou em 0 a 0, garantindo seus primeiros pontos na competição, contra a poderosa Espanha, no grupo H.
Para o mestrando em engenharia elétrica Fredy Damian, de 22 anos, o resultado teve gosto especial. Nascido em Cabo Verde, o estudante está no Espírito Santo há dois meses e vai acompanhar de terras capixabas o primeiro torneio mundial de sua pátria.
O país estreante na Copa é um arquipélago com cerca de meio milhão de habitantes e apenas 4.000 km² de território. A classificação representa um marco histórico. Após o país se declarar independente em 1975.

Mesmo em solo brasileiro, Fredy não abandonou a torcida por seu país natal e já está vivendo uma campanha marcante, que pode ser coroada com a classificação para a próxima fase. A expectativa do cabo-verdiano é que a exigência da competição ajude no desempenho dos Tubarões Azuis.
“Por ser nossa primeira vez, penso que a pressão de estar a fazer algo novo pode ajudar. Talvez a nossa caminhada pela Copa não seja a melhor, mas como alguns metais são feitos justamente sob pressão, eu confio que conseguiremos ir longe, quem sabe passar pela fase de grupos”, apontou.
Acompanhando o Mundial de longe, o estudante não está sozinho. Ele se reune com a comunidade de seu país em solo capixaba para acompanhar os jogos. “Eu não diria que é uma experiência excêntrica, pois há uma concentração enorme de cabo-verdianos aqui no Espírito Santo, e portanto não me sinto deixado de lado”, disse.

A seleção de Cabo Verde vem à Copa do Mundo com o jogador favorito de Fredy, Ryan Mendes, maior artilheiro da história do país, que também detém o recorde de jogos pela equipe.
Questionado sobre para quem seria a torcida, em um possível confronto com o Brasil, o estudante deixou claro. “Cabo Verde, logicamente”, finalizou.









