A segunda vaga ao Senado no campo governista continua sendo um grande ponto de interrogação. A primeira deve ficar com o ex-governador Renato Casagrande (PSB), e há movimentações em todo o entorno político para que o grupo tenha mais um nome na disputa. Nesse contexto, dois personagens ganham destaque: Gilson Daniel (Podemos) e Rose de Freitas (MDB).
Pano de fundo
A discussão ganhou novos contornos depois que a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, deixou claro que pretende ocupar apenas a vaga de vice na chapa de Ricardo Ferraço (MDB). Com isso, abriu-se um espaço importante na composição majoritária.
E aí?
O presidente da federação, deputado federal Da Vitória (Progressistas), já sinalizou preferência por Gilson. Apesar disso, alas da própria federação procuraram Rose e fizeram questão de ressaltar que nada está definido.
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Há chances? I
A grande questão envolve a viabilidade de cada projeto. No caso de Gilson, ele é candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados. Nos bastidores, o Podemos é visto como uma legenda com potencial para eleger de um a dois parlamentares federais, tendo justamente Gilson e Serginho Vidigal entre os principais nomes.
Há chances? II
Se Gilson deixar a disputa para deputado federal, o partido ainda manteria força suficiente para conquistar uma cadeira em Brasília? O que justificaria uma mudança tão brusca de rota?
Há chances? III
Há quem avalie que uma eventual entrada de Gilson na corrida ao Senado, ainda que sem vitória, serviria para ampliar seu capital político, sobretudo pela ausência de outros aliados do governo ocupando esse espaço.
Há chances? IV
No caso de Rose, o fator que pesa a seu favor é o cenário nacional. Ela mantém interlocução em Brasília e trânsito político construído ao longo de décadas, algo que segue tendo valor em uma disputa desse porte.
Há chances? V
A emedebista, porém, precisa convencer não apenas o diretório estadual, mas também o conjunto das lideranças governistas de que seu projeto é viável eleitoralmente.
Há chances? VI
Existe ainda um componente decisivo: os recursos financeiros. O MDB pode acabar sustentando duas candidaturas majoritárias, algo que exige investimento elevado e planejamento cuidadoso.
Há chances? VII
O que antes parecia uma posição altamente cobiçada agora é analisado com bastante cautela. A segunda vaga ao Senado envolve um cálculo político delicado e uma margem mínima para erro. Um movimento equivocado pode comprometer toda a estratégia.
Há chances? VIII
Para que nenhum dos dois saia desgastado, será importante evitar a impressão de que a indicação surgiu apenas por falta de alternativas ou como uma solução de última hora. Caso contrário, o desgaste de imagem pode ser significativo.
Há chances? IX
No resumo da ópera, quem vier a ocupar a segunda vaga governista ao Senado precisará compreender que estará diante de um cenário altamente instável. Nessa batalha imprevisível, prudência nunca será demais.
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