O boxeador capixaba Esquiva Falcão vendeu a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, principal resultado de sua carreira e uma das maiores conquistas do boxe brasileiro na história recente.
A negociação, já concluída, foi confirmada pelo próprio atleta, que informou que o item ainda será entregue ao comprador até o fim de abril. O valor da transação e a identidade do colecionador não foram divulgados por cláusula contratual de confidencialidade.
Medalhista olímpico na categoria peso médio, Esquiva afirmou que a decisão não foi motivada exclusivamente por dificuldades financeiras. Segundo ele, a venda está ligada a planos pessoais e à busca por estabilidade para a família, além do projeto de estruturar uma academia própria em espaço definitivo.
O atleta relatou que possui reservas financeiras, ainda que limitadas, e que a iniciativa foi pensada como forma de viabilizar investimentos de longo prazo. Entre as prioridades, estão a melhoria das condições de vida dos filhos e a consolidação de um projeto profissional fora dos ringues.
Negociação
A negociação teve início após o pugilista ser procurado por um colecionador por meio das redes sociais. A partir do contato, ele passou por um período de reflexão antes de aceitar a proposta. Esquiva destacou que revisitou mentalmente sua trajetória até a conquista olímpica e ponderou sobre o significado da medalha ao longo dos anos.
Apesar de afirmar que sua história no esporte permanece independentemente da posse do objeto, o lutador reconheceu o peso simbólico da decisão. Ele admitiu que vender uma medalha olímpica não é uma escolha comum e que envolve fatores pessoais relevantes.
Mesmo após fechar o acordo, o capixaba revelou ter considerado desistir da venda em mais de uma ocasião, diante do valor emocional da conquista. Ainda assim, decidiu manter o compromisso firmado com o comprador.
A retirada da medalha está prevista para o dia 30 de abril, quando o colecionador deve ir até a residência do atleta para concluir a transação.









