Pesquisadores negros e seus trabalhos estarão no centro de uma programação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) a partir de 3 de novembro. A iniciativa vai reunir reportagens, entrevistas e um vídeo nos veículos de comunicação da instituição durante o Mês da Consciência Negra.
Os participantes integram o Banco de Fontes Negras da Ufes, plataforma que permite localizar especialistas de diferentes áreas por tema de interesse. A proposta da programação é ampliar a presença de pessoas pretas e pardas na divulgação científica, tanto em debates sobre relações raciais quanto em outros campos do conhecimento.
Os conteúdos serão publicados semanalmente no Portal da Ufes, na Revista Universidade e na Rádio Ufes FM 87.1. No Instagram da instituição, um vídeo contará a história da criação do banco.
Beleza, saúde, clima e educação
No portal, a série Isso também é Consciência Negra! abordará como as relações raciais atravessam situações do cotidiano. A primeira reportagem discutirá padrões de beleza e seus efeitos sobre a população negra, com a professora Pollyana Moreira e a pesquisadora Dyone Arruda.
As demais publicações tratarão das desigualdades raciais na saúde; da relação entre clima, território e exposição a riscos ambientais; e da influência da escola e das histórias infantis na forma como crianças negras enxergam a si mesmas e imaginam o futuro.
Pesquisas de diferentes áreas
Na Rádio Ufes FM, as entrevistas vão abordar os efeitos do ruído das rodovias sobre aves da Mata Atlântica, as relações entre rap e literatura, as desigualdades digitais entre adolescentes da rede pública e as transformações da língua portuguesa.
Já a Revista Universidade apresentará estudos sobre recipientes biodegradáveis para mudas de café conilon, alimentação materna e composição do leite humano, características do mel de abelhas sem ferrão e uso da estimulação transcraniana associada à caminhada em pessoas com Parkinson.
A programação é organizada pela Secretaria de Comunicação da Ufes (Secom). Idealizadora do Banco de Fontes Negras e coordenadora da ação, a jornalista Adriana Damasceno relaciona a iniciativa a outras medidas de promoção da igualdade racial desenvolvidas pela Universidade, como as políticas de cotas e os projetos de ensino, pesquisa e extensão voltados ao enfrentamento do racismo.
Cadastro aberto durante todo o ano
Desenvolvido pela Secom com apoio da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), o Banco de Fontes Negras reúne pesquisadores negros vinculados à Ufes e busca ampliar sua participação nas produções da Universidade e da imprensa.
O cadastramento permanece aberto durante todo o ano. Pessoas negras vinculadas à instituição podem se inscrever com o e-mail institucional, com domínio @ufes.br ou @edu.ufes.br.










