O carnaval 2028 na Grande Vitória poderá contar com a Cidade do Samba. O projeto, que está em fase de burocrática (técnica e de licenças). As obras, efetivamente, deverão começar no mês de novembro e incluirá calçadão nos mesmos moldes do que estão sendo entregues dentro do projeto ‘Vitória de frente para o mar’.
O calçadão prometido é igual ao que já foi entregue na Ilha das Caieiras e Pontal de Camburi. O ‘Vitória de frente para o mar’ visa requalificar as orlas da cidade de Vitória, por meio do desenho urbano com calçadas, ciclovias, píeres, atracadouros, jardins, mobiliário urbano, implantação e reforma de equipamentos públicos, bem como de ações de melhoria da mobilidade urbana da região.
O projeto prevê que as obras comecem em novembro e durem um ano. Portanto, para o desfile de 2027 o espaço não estará pronto. O investimento previsto para a obra é de R$ 51 milhões.
Dez galpões e administrativo da Liesge
Segundo o projeto, dez escolas terão galpões com medidas 684 metros quadrados (m2) cada um – medindo 57 m2 de extensão/comprimento por 12m2 de largura. Os espaços das agremiações do grupo especial também contarão com um segundo andas com mais de 100 m2 de depósito e uma espécie de estacionamento com 22 metros quadrados.
A Cidade do Samba terá, ainda, uma área administrativa para a Liga da Escolas de Samba do Grupo especial (Liesge), além de um quiosque com mirante às margens do calçadão.
O anúncio do início das obras foi feito em fevereiro desse ano, durante a abertura do desfila das escolas de samba, e a ordem de serviço para a execução do projeto de construção do equipamento foi assinada pela prefeita Cris Samorini no mês de abril. Com 16 mil m² de área, a Cidade do Samba será construída na Avenida Dário Lourenço de Souza, no bairro Mário Cypreste, entre o Tancredão e o Sambão do Povo.
Segurança na produção da folia
De acordo com a equipe de engenharia do Consórcio Tancredão, que veio de Natal para a cidade de Vitória acompanhar o passo a passo da obra, todos os cuidados para evitar riscos aos trabalhos das agremiações, estão sendo tomados no projeto.
Em novembro de 2025 um galpão da escola de samba Unidos da Piedade, situado no bairro Cobi de Baixo, em Vila Velha, pegou fogo, destruindo todas as alegorias em produção para o desfile de 2026. Diante disso, o projeto conta com detalhamentos para instação de extintores de incêndio, sistema de hidrantes, saídas de emergência.
História do carnaval capixaba
O desfile das escolas de samba acontecem no Sambão do Povo desde fevereiro de 1987. Mas a história do Carnaval de Vitória começou em 1920, na rua Duque de Caxias reunia dois grupos famosos: Morcegos e Diabos em Folia. Ainda nas décadas de 20 e 30 o Carnaval era iniciado pela manhã do primeiro dia, com o Congo de João Capuchinho, que ia da Praça 8 até o Cais Schmidt, no final da rua do Comércio, próximo à Vila Rubim, onde havia a fábrica de cerveja Apolo.
O folclorista Hermógenes Lima Fonseca (1916-1996), criador da União das Batucadas e Escolas de Samba, relata que elas foram criadas depois a Revolução de 30 e que a primeira a se organizar foi a Unidos da Piedade. Rominho (na Fonte Grande), que esteve no Rio, aprendendo o ritmo dos surdos e tamborins foi o diretor responsável, e que na Fonte Grande foram constituídas duas batucadas que se encontrava, na subida do morro, na rua 7 de Setembro.
Foi por volta de 1950 que os batuqueiros decidiram criar uma união, no sentido de congregar todos os carnavalescos e tomar decisões para solução dos problemas, procurando unir suas organizações, com a elaboração de estatuto para obter personalidade jurídica e licenças da polícia. Os primeiros concursos foram realizados em Jucutuquara.
Anos depois a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Beira‑Mar) virou o corredor da folia durante os dias do Carnaval oficial e as avenidas Jerônimo Monteiro e Princesa Isabel recebiam cortejos e desfiles.










