Mais de 200 escorpiões são capturados em ação da Prefeitura de Aracruz

Mais de 200 escorpiões foram capturados durante uma ação de busca ativa realizada no pátio da Prefeitura de Aracruz, no Norte do Espírito Santo, na última quinta-feira (6). A atividade foi realizada por equipes da Vigilância Ambiental do município, em parceria com a Superintendência Regional de Saúde Metropolitana, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

A ação faz parte do trabalho de monitoramento e controle de animais peçonhentos. Durante a operação, os agentes percorreram diferentes áreas do local em busca de pontos que pudessem servir de abrigo para os escorpiões.

Além da captura, o trabalho permitiu identificar as condições ambientais que podem favorecer a presença e a proliferação dos animais. As informações devem orientar novas medidas de controle e prevenção.

De acordo com Gabriela Maria Coli Seidel, chefe do Núcleo de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde Metropolitana e referência técnica regional da Vigilância dos Acidentes por Animais Peçonhentos, a redução da população de escorpiões em áreas urbanas também ajuda a diminuir o risco de acidentes.

Os escorpiões costumam se esconder em locais escuros e protegidos e encontram facilidade para se estabelecer onde há oferta de alimento, especialmente baratas.

Para reduzir o risco, a orientação é manter quintais, jardins e terrenos limpos, sem acúmulo de folhas, madeira, telhas, pedras e entulhos. Materiais de construção também devem ser armazenados de forma organizada e, de preferência, afastados do chão.

Outras medidas incluem manter lixeiras fechadas, vedar frestas em paredes, portas, janelas e rodapés e utilizar telas ou dispositivos de proteção em ralos. O controle de baratas também é recomendado.

A população deve ainda verificar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de utilizá-los, especialmente quando ficaram armazenados ou em locais pouco movimentados.

A Vigilância em Saúde orienta que a atenção seja redobrada em ambientes onde circulam crianças e idosos, que podem apresentar maior risco de complicações em caso de acidentes com animais peçonhentos.

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