A cidade de Piúma, no litoral Sul do Espírito Santo, comemora nesta segunda-feira, 8 de dezembro, mais um ano de emancipação política. Conhecida como a “Cidade das Conchas”, o município — o menor em extensão territorial do estado, com cerca de 73,5 km² — carrega uma história profundamente ligada ao mar, à pesca e às tradições que moldaram sua identidade.
A origem de Piúma remonta às antigas aldeias indígenas Puris e à presença jesuítica no século XVI, quando padres como José de Anchieta atuaram na catequese e na formação das primeiras comunidades da região. O nome da cidade tem raízes no tupi-guarani e pode significar “águas escuras”, referência às areias monazíticas que marcam o litoral. Após séculos de desenvolvimento impulsionado pela pesca e pelo comércio, Piúma conquistou a emancipação em 1963, consolidando-se como município no ano seguinte.
Com forte vocação turística, a cidade atrai visitantes pelas praias extensas, águas calmas e cenários naturais que incluem ilhas, trilhas e o famoso Monte Aghá, na divisa com Itapemirim. Atividades náuticas, como stand up paddle, pesca esportiva e passeios de barco, movimentam o verão e reforçam a imagem de destino acessível e acolhedor. A culinária típica, marcada pelos frutos do mar, também é destaque.
A tradição cultural pulsa forte nas festas populares, com o Carnaval sendo o evento mais famoso — e que rendeu a Piúma o título informal de Capital Capixaba do Carnaval. Blocos de rua, música e turistas lotam a cidade durante a folia. Também ganham destaque celebrações religiosas, como a Festa de São Pedro, e eventos que valorizam a arte local, incluindo o artesanato de conchas, que se tornou símbolo da economia e da identidade piumense.
Além do artesanato, a pesca artesanal segue sendo uma das principais atividades econômicas, complementada pelo comércio e pelos serviços impulsionados pelo turismo, especialmente na alta temporada. O estilo de vida simples, a relação direta com o mar e o espírito comunitário são marcas que permanecem vivas entre os moradores.









