Alunos passam mal após punição por não fazerem tarefa de casa no Sul do ES

Cerca de 15 alunos do 4º ano da Escola Municipal Valdy Freitas passaram mal após realizarem um exercício físico de forma exaustiva aplicado como punição por não entregarem uma atividade de casa. O caso ocorreu na última terça-feira (22), na unidade de ensino, localizada no bairro Paraíso, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.

Na ocasião, as crianças teriam se queixado de náuseas, dores de cabeça e dores pelo corpo, entre outros sintomas. 

Diante da situação, a Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim se pronunciou oficialmente por meio de uma nota de esclarecimento. “Por meio da Secretaria Municipal de Educação, informa que tomou conhecimento, na manhã desta quarta-feira (23), de uma situação envolvendo a conduta de um professor de Educação Física da Escola Municipal Valdy Freitas, no bairro Paraíso”, destacou a nota.

Ainda em nota, a prefeitura disse que os alunos do 4º ano teriam sido submetidos a uma atividade punitiva durante aula de Educação Física, ocorrida na terça-feira (22), às 10h40, em que os estudantes que não realizaram uma tarefa domiciliar foram obrigados a dar 10 voltas na quadra da escola.

Ainda segundo a Secretaria Municipal de Educação, assim que a denúncia chegou ao conhecimento da mesma, a situação foi encaminhada à Gerência de Gestão Escolar (GGE), que solicitou à direção da unidade de ensino esclarecimentos formais sobre o ocorrido. “Reforçamos que a Prefeitura não compactua com práticas pedagógicas punitivas e condena com veemência qualquer conduta que afronte a dignidade e o bem-estar dos estudantes”, destacou em nota.

Segundo a prefeitura, estão sendo adotadas as medidas legais e administrativas cabíveis, incluindo a abertura de um procedimento de apuração para identificar responsabilidades e, caso sejam confirmadas irregularidades, aplicar as sanções previstas. A administração municipal também informou que os órgãos competentes serão acionados para assegurar a proteção dos direitos das crianças envolvidas.

A secretaria informou que o comportamento atribuído ao profissional não está de acordo com os princípios que regem os servidores municipais, nem com as orientações da própria secretaria, que valoriza um ambiente escolar saudável, inclusivo e com respeito entre todos.

Finalizou ressaltando que está comprometida com a transparência na apuração dos fatos, o respeito às famílias e a segurança dos alunos, reforçando seu compromisso com uma educação pública de qualidade, humana e acolhedora.

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