Após um ano, indígenas venezuelanos estão em Vitória novamente

Pouco mais de um ano após virem e deixarem Vitória, o grupo de indígenas venezuelanos da etnia Warao está na capital outra vez. São 24 pessoas, sendo quatro mulheres, seis homens e 14 crianças e adolescentes.

Os indígenas chegaram na manhã de segunda-feira (4), ficaram na região da Rodoviária de Vitória e agora estão acolhidos em uma ocupação no Centro da capital. Procurada, a Prefeitura de Vitória disse que foi “surpreendida” com a notícia de que um grupo de venezuelanos estava naquelas proximidades.

A Prefeitura afirma que foi solidária à situação e, seguindo as recomendações da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Defensoria Pública do Espírito Santo e Ministério Público, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) encaminhou equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social para a região e realizar um breve levantamento inicial da situação e identificação dessa população.

A Semas afirma que cumpriu devidamente o que preconiza a Lei nº 13.684/2018, que dispõe sobre medidas de assistência emergencial para acolhimento a pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária.

“A Semas ressalta que realizou os primeiros atendimentos ao grupo, prestando assistência básica às principais necessidades do mesmo, e ao verificar a necessidade de permanecer em Vitória, ofertou acolhimento e encaminhou para o Abrigo. Após o almoço no local, o líder do grupo informou que não ficaria no espaço e que iria para um hotel e arcaria com recursos próprios”, diz.

De acordo com a Prefeitura, o grupo de indígenas chamou seis veículos por aplicativos, que não os deixou no hotel, mas no mesmo espaço em que eles estavam anteriormente. “A equipe de Abordagem Social foi atendê-los novamente e encontra-se dialogando com o grupo e aguardando o retorno da aceitação para o acolhimento ofertado para garantir a segurança de acolhida”.

No entanto, diz a Prefeitura, apesar de todas as investidas de intervenção, inclusive mediado pela Defensoria Pública, o grupo não aceitou retornar para o acolhimento, permaneceu próximo à rodoviária e agora está acolhido na ocupação.

Antes de saber que eles estão na Ocupação, a reportagem procurou o grupo na região da Rodoviária e não encontrou. Questionamos a Prefeitura, que respondeu que, por conta própria, eles decidiram sair de lá, circulam, e não procuraram abrigo nem as equipes da administração municipal.

Terceira vez

Essa é a terceira vez que o grupo Warao está no Espírito Santo. Eles chegaram pela primeira vez em 2021, quando passaram por São Mateus, Guarapari, Serra até chegarem em Vila Velha.

Quem explicou foi a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e especialista em refugiados, Brunela Vincenzi. Segundo ela, em 2021 o grupo tinha 50 refugiados e ficou abrigado em uma igreja protestante no bairro Jaburuna por três meses.

Em setembro daquele ano, o grupo partiu para Juiz de Fora, em Minas Gerais, na manhã do dia 13 setembro de 2021. Em agosto de 2022 eles voltaram, ficaram até dezembro, quando, por escolha, foram para Juiz de Fora, em Minas Gerais. Antes de voltar ao ES, eles estavam em Belo Horizonte.

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