Os alunos da Unidade Municipal de Ensino Fundamental de Tempo Integral (Umefti) Rubens José Vervloet Gomes, conhecida como Vila Olímpica, que fica em Soteco, Vila Velha, vão estudar, a partir de segunda-feira (26), por apenas meio período.
Os alunos do 6º ao 9º ano, de forma escalonada, serão dispensados 12h, após o almoço. É o que informa um bilhete recebido pelos pais dos alunos na sexta-feira (23). O motivo é a falta de professores. Porém, segundo uma mãe, não houve nenhum diálogo, nem mesmo reunião.

“Meu filho reclama que não tem professores na escola e são muitas aulas vagas. Imaginamos que, após o Carnaval, fossem chegar mais professores, incluindo de Educação Especial, pois meu filho é autista e tem TDAH. Mas não”, relata a dona de casa Juliana Bento Afonso, mãe de um adolescente de 13 anos, que cursa a 7ª série na escola.
No caso, dela por exemplo, não será possível buscar o adolescente na escola porque não há quem tenha disponibilidade no horário de 12h. Justamente por ser uma escola de tempo integral, a família optou por matricular o menino. “Não sei quanto tempo vai durar isso. Será que vai acabar o tempo integral?”, questiona a mãe.
Segundo Juliana, desde agosto de 2023 a família tem problemas com professores. “Meu filho tinha uma professora de educação especial com ele. Mas a escola decidiu que um autista com TDAH, que não acompanha matéria no quadro, não precisa de ajudante. Ele não tinha aulas com o professor de educação especial, um direito dele por Lei, mas a escola tinha uma professora na grade, e ela disse que meu filho não tem autismo”, afirma Juliana, sobre o caso de uma professora que até mesmo questionou o laudo do filho dela.
O adolescente disse a família que a escola está com uma baixa de 11 professores. Mas repostas eles só terão na segunda, dia oficial da mudança. “Não temos certeza. Na hora da rematrícula deveriam ter nos avisado, caso a escola não fosse mais integral. Mas não fizeram reunião, nem avisaram e mandaram esse bilhete”.
O que diz a Semed?
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Vila Velha (Semed) responde que, na última terça-feira (20), realizou nova convocação de mais de 400 professores. Os convocados apresentaram a documentação na última semana e a expectativa é de que sejam contratados já nos próximos dias.
“Em diálogo com pais e toda comunidade escolar, a UMEFTI Professor Rubens José Vervloet Gomes realizou, excepcionalmente nesta semana, a adequação da rotina dos alunos, que serão liberados após o almoço”, diz a Secretaria, afirmando que houve diálogo.
Ainda segundo a Semed, mesmo com a renovação dos contratos vigentes de todos os professores da rede municipal no final de 2023, o início do ano letivo é um período de adequação do quadro profissional, em função de solicitação de desligamento de alguns profissionais.
TAG
Uma proposta de Termo de Ajuste de Gestão (TAG), celebrada com os municípios e o governo do Espírito Santo, pode mudar o funcionamento da educação capixaba a partir deste ano. De forma resumida, os municípios ficam responsáveis por cinco séries fundamentais e o Estado por quatro e o ensino médio.
Segundo Juliana, o filho dela estudou em uma escola estadual da 1ª a 5ª série, até que foi informada que o Estado não mais ficaria com essas escolas, exatamente o que diz o Termo. “Falaram que o Estado não ficaria mais com essas escolas e, no ano seguinte, assumira do 6º em diante e as prefeituras até a 5ª série. Algumas professoras disseram que o Estado só não entregou duas escolas do 1º ao 5º ano, por serem mais longe e não interessar as prefeituras. Isso aconteceu há cerca de dois anos”.
Há dois anos foi quando o plenário do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) aprovou o TAG, em 2022. No entanto, apesar do objetivo ser corrigir problemas no sistema público de ensino capixaba, com impactos no padrão de ensino e na desigualdade educacional, especialistas acreditam que às exigências que o documento estabelece aos municípios e ao Estado podem gerar impactos negativos na educação capixaba e acarretar no fechamento de escolas.
Em entrevista a ESHOJE, o membro da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Swami Cordeiro Bérgamo, disse que a forma como o TAG está sendo utilizado na educação, entrando em espaços que não competem ao TCE-ES, legislando e gerando despesas aos municípios, inclusive na folha de pagamento, acaba contrariando a Lei Orgânica do Tribunal.
Segundo ele, da forma em que está a proposta, o Estado não abriria mais matrículas, caso o município assine o Termo de Ajuste. Isso gera custos porque o município vai assumir turmas que, necessariamente, levarão a contratação de professores, e isso nos traz preocupação. Esse tipo de situação é inconstitucional, porque retira dos estados uma responsabilidade que também é deles”, frisou.










a Semed não fez reunião e nem chamou os pais para essas mudanças. simplesmente a diretora ignora a comunidade
Com vários professores esperando a chamada de DT da SEDU… Triste essa administração pública.
É um absurdo, a educação está deixando a desejar em Vila Velha. Escolas sem professores e muitos processos seletivos abertos, algo nisso tudo está errado. Não contando com a falta de valorização dos profissionais da área da educação.
falta de valorização dos professores, tempo integral para alunos da educação especial, não concordo com isso,a criança é o adolescente precisa do convívio com a família. tempo integral e muito cansativo para a criança.
falta de valorização dos professores, tempo integral para alunos da educação especial, não concordo com isso,a criança é o adolescente precisa do convívio com a família. tempo integral e muito cansativo para a criança.
falta de valorização dos professores, carga horária péssima, condições de trabalhar péssimo. E o tempo integral para alunos da educação especial, não concordo com isso,a criança é o adolescente precisa do convívio com a família. tempo integral e muito cansativo para a criança.
sou professora de matemática desempregada e esperando a prefeitura chamar tem gente querendo trabalhar sim senhor
Faltando professores??? Aiai viu…
Eu sou umas das muitas que estou aguardando ansiosamente por uma vaga, desempregada, na lista.
Nada justifica essa reportagem tendenciosa que falta professores.
Sou professora e aguardo ser chamada há dois processos seletivos! TEM PROFESSOR QUERENDO TRABALHAR SIM!
Enquanto isso tem uma fila de professores aprovados em concurso público esperando serem convocados. Enquanto ficar nessa de chamar professores de contrato, vai ficar esse entra e sai de profissionais e quem sofre são as famílias e principalmente os estudantes. Famílias, vamos cobrar da prefeitura a convocação dos professores efetivos!!!
A população de vvfez a escolha (pracinhas), agora teremos educação de ” qualidade”!
Preocupante a situação da educação em VV, cada vez mais caótica. E o prefeito totalmente na contra mão anunciando escola militar e sem conversar com que trabalha na e pela educação de VV.
A escola não conversou com os pais, simplesmente enviou um bilhete sexta à tarde avisando que a partir de segunda haveria esse escalonamento. Antes as crianças estavam assistindo filmes e ficando na quadra ociosos. Minha filha acaba de entrar nessa escola e estou arrependida, uma bagunça! Já que é uma situação “normal” segundo a SEMED, deveria se organizar melhor para não iniciar o ano sem professores. Estão faltando 11 professores de fato. Trabalho na área de educação há 25 anos e nunca vi uma situação dessa. Desorganização total!
duas eu também desde de 2014,porém os dts que são chamados somente aqueles que tem tempo de serviço e nós recém formados ficamos abaixo da listagem,e lamentável
Que vergonha, quem é o diretor dessa escola? Que Falta de organização e responsabilidade.