Após receber uma ordem de reintegração de posse da Prefeitura de Itapemirim, a moradora do Conjunto Habitacional Nametala Ayub, Thaynara Gaspar, 27 anos, passou a viver com medo de ser retirada da casa que comprou a mais de oito anos.
Com a determinação da justiça, a jovem alega que passou a receber constantes ligações e visitas incisivas do oficial de justiça responsável pelo caso. De acordo com Thaynara, vizinhos chegaram a presenciar o oficial entrar no quintal e querer arrombar a porta de sua residência, apesar de não haver moradores no local.

“Recebi uma notificação de reintegração da posse para sair da minha casa que moro há quase 8 anos. Eu estou sendo ameaçada pelo oficial de justiça desde março para deixar a casa, tenho vídeos, áudios das abordagens dele”, relatou a jovem.
Em uma publicação nas redes sociais, Thaynara pede ajuda de autoridades e ressalta que fez melhorias no imóvel desde sua compra em 2015. “Peço ajuda a todos e todas as autoridades que puderem me ajudar de alguma forma, porque eu não tenho para aonde ir. Eu não posso sair daqui para pagar aluguel, não posso deixar para trás uma vida que construí nessa casa há quase 8 anos. Eu fiz melhorias, muro, paguei luz e água que estava altíssima no ano de 2017 e hoje sendo obrigado a sair por luxo da prefeitura”, reclamou.
Acuada com a situação, a Thaynara conversou com profissionais da Assistência Social da Prefeitura de Itapemirim, mas, durante a conversa não teve nenhuma orientação e foi informada que nada poderia ser feito.
Ao ver a proporção que o caso tomou, a jovem acionou uma advogada e também a uma consultora jurídica, que recorreu a decisão. A partir do recurso, o desembargador, Ewerton Schwab Pinto Júnior, determinou e concedeu uma ordem judicial autorizando a permanência de Veiga em sua residência. E além disso, ordenou o recolhimento do mandado que pedia a reintegração de posse.
Apesar da vitória, Thaynara relata que ainda vive com medo de tudo mudar novamente e ter que sair da casa; e que nesta terça-feira (30) foi a Prefeitura de Itapemirim e conversou com a Assistência Social, mas que nada foi resolvido. “Estou voltando aqui da assistência social, mas nada foi resolvido, ele só me chamaram lá pra me ouvir mesmo, não se posicionaram e falaram que a prefeitura não pode se posicionar”.
A Prefeitura de Itapemirim foi procurada, mas não enviou posicionamento sobre a situação.









