Mais um transporte coletivo é incendiado na Grande Vitória, dessa vez, um coletivo foi queimado no bairro Nova Esperança, em Cariacica, na manhã desta segunda-feira (12). O incêndio teria sido motivado devido a morte de um casal de jovens, próximo ao Campo do Colorado, no bairro Nova Rosa da Penha II.
Em outros pontos da região de Nova Esperança, era possível ver claramente a força do incêndio. Segundo a Polícia Militar, o Ciodes recebeu a informação de que indivíduos teriam bloqueado a principal rua do bairro Nova Esperança, em Cariacica, com pneus e galhos de árvores, impedindo a circulação de veículos.
Militares foram ao local e constataram que dois pontos estavam obstruídos. Um coletivo foi incendiado na região, porém não houve feridos. O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou as chamas. O policiamento na região foi reforçado.
A perícia da Polícia Civil foi acionada por haver indícios de incêndio criminoso. O caso será investigado por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Transporte de Passageiros (DRCCTP) e até o momento, nenhum suspeito foi detido.
Até sem incêndio, qualquer problema afeta a população na Grande Vitória. Na última quinta-feira (8), um ônibus soltou as rodas no meio do trajeto em Vila Velha, e todo os horários foram alterados no Terminal de Itaparica, causando atrasos e aglomerações.
NOTA GVBUS:
A empresa responsável pelo coletivo informa que, por volta das 7h desta segunda-feira (12), um ônibus da linha 598 (Vila Progresso/Terminal de Carapina) foi incendiado no bairro Nova Esperança, em Cariacica. Não houve feridos. A Polícia Militar esteve no local.
O GVBus ressalta, por sua vez, que nos últimos 18 anos (entre 2004 e 2022), 85 ônibus do Sistema Transcol foram incendiados por criminosos e ficaram totalmente destruídos, sendo 14 deles somente neste ano (incluindo esta última ocorrência) e 3 em todo ano passado. Em 2022, criminosos chegaram a atear fogo em outros três ônibus, mas as chamas foram contidas pelos motoristas e os veículos sofreram apenas princípios de incêndio e não chegaram a ficar completamente destruídos, sendo reparados e reintegrados à operação.
O impacto financeiro é de mais de R$ 55,2 milhões em 18 anos, levando em consideração o custo de reposição desses veículos em valores atuais – um coletivo novo custa em média R$ 650 mil. Estes prejuízos recaem em todo o sistema, especialmente nas empresas de ônibus, mas também na população. Isso porque, embora os consórcios possuam veículos reservas para garantir a operação, a destruição de um coletivo gera transtornos, já que um ônibus novo demora em média três meses para ser fabricado, além do período dos trâmites legais para que ele entre em circulação.
COLETIVOS QUEIMADOS EM OUTUBRO
Pelo menos cinco ônibus foram incendiados no dia 11 de outubro, em Vitória, nos bairros Gurigica, Santo Antônio, São Pedro, Enseada do Suá, Santa Helena e Parque Moscoso. A motivação é a morte de Jonathan Cândida Cardoso, que teria sido morto por policiais em um confronto no bairro Bonfim.
Segundo a Polícia Militar, Jonathan Cândida Cardoso era segurança do traficante Fernando Moraes Pimenta, o “Marujo”, líder do Primeiro Comando de Vitória (PCV). Durante a manhã, um ônibus foi metralhado com 25 perfurações por volta das 10h30, no bairro Consolação.
Os disparos de armas de fogo contra o ônibus em Consolação foram feitos após homens armados retirarem o motorista e passageiros do coletivo. Em seguida, eles atiraram contra o veículo.









