Após cortes na educação, estudantes da UFES fazem protestos e paralisações

Após os diversos cortes no orçamento realizados pelo Governo Federal, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), perdeu R$ 14 milhões em recursos, entre eles, para pagar auxílios e bolsas. Estudantes iniciaram os protestos e paralisações em diversos campi da universidade no Espírito Santo nesta quinta-feira (8).

Foram registrados protestos, no campus da UFES de Goiabeiras e Maruípe, em Vitória e no campus em Alegre, no Sul do Estado. Em imagens compartilhadas nas redes sociais, a entrada do campus de Goiabeiras em Vitória, está completamente fechada.

Com cartazes, estudantes estão em frente ao prédio do curso de Enfermagem, em Maruípe. Para os estudantes, é impossível estudar em cursos integrais sem auxílios.

A Administração Central da Ufes comunicou em seu site oficial que, devido ao bloqueio dos acessos aos campi de Goiabeiras e Maruipe, as atividades acadêmicas e administrativas nestes locais estão suspensas nesta quinta (8).

De acordo com o Diretor de Comunicação do DCE, Emanuel Couto, o diretório usará a quinta feira (8) como dia de mobilização para cobrar e conscientizar o governo e a UFES, além de conscientizar a comunidade sobre os cortes, e ao final do dia será realizado um ato em frente a universidade.

 

UNIVERSIDADE FALA SOBRE BLOQUEIO

No caso da UFES, o bloqueio comprometeu cerca de R$ 6 milhões do orçamento, segundo um levantamento preliminar feito pela instituição, e deixou a universidade sem recursos para o pagamento de despesas.

No momento, a Administração Central ainda aguarda o repasse de recursos por parte do Ministério da Educação para o pagamento de bolsas (normalmente feito até o 5º dia útil do mês), o que não ocorreu, comprometendo os pagamentos de cerca de mil bolsas e dos auxílios pagos a 4.423 estudantes cadastrados no Programa de Assistência Estudantil da Ufes (Proaes-Ufes).

O reitor Paulo Vargas afirma que, atualmente, a universidade tem diversas despesas já empenhadas, mas sem financeiro para fazer os pagamentos.

“Agora, a situação ficou um pouco mais complicada. Pelos nossos levantamentos, temos quase R$ 6 milhões comprometidos nesse último procedimento. Somado ao bloqueio efetivado no meio do ano, de R$ 8,9 milhões, totaliza praticamente R$ 14 milhões de recursos bloqueados no orçamento”, analisa.

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