Mutirões, coleta seletiva e conscientização: moradores se unem a garis para combater lixo e descarte irregular

Mais do que recolher resíduos das ruas, a limpeza urbana também depende da participação da população.

No Espírito Santo, projetos comunitários, ações de educação ambiental e mutirões de limpeza vêm tentando mudar a relação dos moradores com o descarte de resíduos.

Na Ilha do Frade, em Vitória, a líder comunitária Talita Guimarães Fonseca de Pinho atua diretamente em iniciativas voltadas para conscientização ambiental.

“Quando comecei a atuar no bairro, senti falta de iniciativas voltadas para essa temática e percebi que era uma demanda da comunidade.”

Segundo Talita, a coleta seletiva e ações como o Clean Up Day passaram a integrar a rotina da região.

“É uma ação mundial voltada para conscientização e limpeza do local em que vivemos. Decidimos trazer isso para o bairro e, com o tempo, a iniciativa acabou se replicando em vários pontos da cidade.”

Descarte irregular ainda é desafio

Mesmo com campanhas educativas, o descarte irregular continua sendo um dos principais problemas enfrentados pela comunidade.

“Muitas vezes, a forma como o material é descartado dificulta o recolhimento. Em muitos casos, os resíduos acabam no mar”, explicou.

A situação se torna ainda mais delicada porque a Ilha do Frade está inserida em uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Educação ambiental para moradores e turistas

Talita afirma que os projetos envolvem tanto moradores quanto visitantes.

“Como é um local turístico, buscamos realizar ações de abordagem e educação ambiental. Também trabalhamos o tema por meio de esquetes teatrais, placas educativas e outras atividades de conscientização.”

Segundo ela, o comportamento da população mudou nos últimos anos.

“Hoje existe uma conscientização maior sobre separação e destinação correta do lixo. Porém, é um trabalho constante.”

Mutirões, coleta seletiva e conscientização: moradores se unem a garis para combater lixo e descarte irregular
A invisibilidade pública ocorre quando determinados trabalhadores deixam de ser reconhecidos como sujeitos sociais e passam a ser percebidos apenas pela função operacional que executam.

Conscientização facilita trabalho dos garis

A encarregada de campo Clautiane Grizotti Kiefer também defende que a população precisa colaborar mais com a limpeza urbana.

“Quero trabalhar para conscientizar a população a separar o lixo e acondicionar resíduos corretamente, facilitando o trabalho da equipe.”

As prefeituras da Grande Vitória mantêm ações permanentes de conscientização ambiental por meio de campanhas, coleta seletiva, ecopontos e programas educativos.

Vila Velha, por exemplo, possui mais de 100 condomínios cadastrados na coleta seletiva, além de ecopontos e serviço de Cata-Móveis.

Limpeza urbana depende de todos

Para Talita, a mudança passa pela sensibilização das pessoas.

“A sensibilização, sem dúvidas, é o melhor caminho. Hoje temos muito mais informação, mas ainda é necessário criar consciência sobre o impacto dos nossos hábitos no meio ambiente e na comunidade em que vivemos.”

Enquanto garis e coletores seguem diariamente nas ruas mantendo as cidades limpas, ações de conscientização tentam reforçar que a responsabilidade pela limpeza urbana também pertence à população.

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