Dia do Trabalhador: emprego é superação e pertencimento

Pagar suas contas, fazer parte de uma equipe, ser útil e receber por isso. Poderia ser um conceito de emprego para todo trabalhador, mas há quem celebre o Dia do Trabalhador com uma sensação especial: as pessoas com deficiência (PCD). A legislação brasileira dá direito a elas de serem inseridas no mercado de trabalho, construindo autonomia, independência e novas possibilidades de vida.

A taxa de ocupação formal de PCDs no mercado capixaba ainda gira em torno de 26,6% (segundo dados do IBGE do ano passado). Dentre os empregados está Vivian Nascimento dos Santos é recepcionista em um supermercado, e diz que o trabalho representa autonomia e realização pessoal. “Sou feliz porque ganho meu dinheiro e ajudo minha família. Tenho amigos na empresa e me sinto bem”, diz, emocionada. Seu sonho é simples e poderoso: “Casar, ter uma família… voltar a namorar.”

Dia do Trabalhador: emprego é superação e pertencimento
Reynaldo alcança realizações por ter um emprego

Reynaldo de Jesus Rezende, que possui deficiência intelectual, e é assistente administrativo na Apae de Vitória. “Trabalhar me faz muito bem, porque me ajuda a ser mais independente e a construir minha própria vida. A Apae me ajudou antes mesmo da vaga, ensinando como agir, comportamento, regras… Quando surgiu a oportunidade, foi um mar de alegrias. Hoje, estou muito mais feliz e organizado do que antes. A gente vai criando responsabilidades na empresa e em casa também”, conta.

Embora o Brasil tenha avançado com marcos importantes, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), ainda há um longo caminho para transformar direitos em prática. No Espírito Santo, iniciativas vêm fortalecendo esse caminho. As Apaes e sua coirmã Vitória Down atendem, juntas, mais de 10 mil pessoas com deficiência em todo o estado, atuando nas áreas de educação, saúde e assistência social.

Dia do Trabalhador: emprego é superação e pertencimento
Ramon não esconde a alegria de ser um trabalhador

Inclusão que se constrói no dia a dia

Ramon da Silva Brunis, pessoa com deficiência intelectual vem construindo sua trajetória no mercado de trabalho como operador em um supermercado. “Aprendi muitas coisas e fiz muitos amigos”, disse ele.

As histórias de Reynaldo, Ramon e Vivian têm algo em comum: todas foram construídas com o apoio do Emprego Apoiado, programa da Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), realizado nas Apaes do Estado e que vem mudando a vida de muitos jovens.

A iniciativa é voltada à inclusão de pessoas com deficiência intelectual, múltipla e autismo no mercado de trabalho, oferecendo suporte técnico, adaptação de funções e acompanhamento contínuo, tanto para o trabalhador quanto para a empresa. Ao aderir ao Emprego Apoiado, empresas não apenas cumprem a legislação. Elas ampliam seu potencial humano.

Para Vanderson Gaburo, diretor social da Feapaes-ES, a inclusão no mercado de trabalho é um processo que exige compromisso coletivo. “Quando falamos em inclusão, não estamos falando apenas de cumprir uma lei, mas de reconhecer potencialidades e garantir oportunidades reais. O Emprego Apoiado promove exatamente isso: prepara, acompanha e conecta pessoas e empresas para que essa inclusão aconteça de forma sustentável”, destaca.

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