Especialista explica impacto da recuperação judicial do Botafogo e limites das SAFs

A decisão da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas de entrar com pedido de recuperação judicial acendeu um alerta no futebol brasileiro e levantou questionamentos sobre os limites e riscos do modelo empresarial adotado por clubes.

Em entrevista à Rádio ES Hoje, o advogado Thiago Rezende, especialista na área, explicou que a medida tem como objetivo reorganizar dívidas e garantir fôlego financeiro diante de um cenário de crise.

Segundo ele, o processo ainda está em fase inicial e passa por um período de estruturação, mas já sinaliza dificuldades no equilíbrio das contas. “O que se pretende com uma medida dessa natureza é a reestruturação”, afirmou, destacando que a recuperação judicial permite reunir débitos em um plano único, negociado com credores.

O especialista também pontuou que a adoção do modelo SAF facilita esse tipo de procedimento, já que os clubes passam a operar como empresas, com regras mais claras de governança e responsabilidade financeira. Ainda assim, ressaltou que a recuperação judicial costuma ser adotada apenas em situações críticas. “Via de regra, as empresas só recorrem a esse mecanismo diante de uma crise financeira”, explicou.

Durante o processo, dívidas anteriores ao pedido ficam suspensas para negociação, enquanto obrigações posteriores — como salários — devem continuar sendo pagas. A estratégia, segundo o advogado, busca preservar a atividade do clube, sua função social e a geração de empregos, sem necessariamente blindar o patrimônio pessoal de investidores.

Para saber mais, ouça a entrevista completa:

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