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Sábado de Aleluia: fé e tradição cultural

O feriado pascal é, em quase todo o mundo, uma celebração religiosa. ES Hoje explica, desde quinta-feira, o que os cristãos refletem no tríduo pascal – quinta, sexta e o sábado que antecedem o Domingo de Páscoa. O Sábado de Aleluia, culturalmente, une fé e tradição.

Nas igrejas celebra-se, entre o pôr-do-sol do sábado e o amanhecer de domingo, a Vigília Pascal, o ofício mais importante do calendário litúrgico católico, por ser a celebração da ressurreição de Jesus Cristo.

“A Vigília Pascal é uma celebração solene e com uma catequese muito profunda. Quando participamos, cheios de atenção e desejo de nos encontrarmos com o Senhor, ficamos maravilhados com a beleza e o esplendor em torno de Jesus, nossa Luz. A Vigília Pascal transforma a noite mais clara que o dia, e nos impulsiona a irmos ao encontro do Senhor Ressuscitado, para vê-Lo e acreditar na vitória da vida sobre a morte. A Ressurreição de Jesus torna o Sábado Santo uma Noite de Luz!”, explica o padre Benedito Gonçalves.

Durante o Sábado de Aleluia, a igreja não celebra missas, mas realiza a bênção do fogo novo e a bênção da água batismal. A bênção do fogo novo é um ritual que simboliza a luz de Cristo que ilumina as trevas do mundo. É a partir desse fogo que se acende o Círio Pascal, que representa Jesus Cristo, a luz do mundo, ressuscitado da morte.

A bênção da água batismal é um momento de renovação das promessas batismais, um momento em que se recorda que a água é um sinal de vida nova, de purificação e de renovação da fé. É a partir dessa água que são batizados os catecúmenos, aqueles que se preparam para receber o sacramento do batismo.

Sábado de Aleluia: fé e tradição culturalTradição popular

Na história da Paixão de Cristo existe a figura do Judas Iscariotes, o amigo e discípulo de Jesus que o traiu, entregando aos que, horas mais tarde, o levaram a morte na cruz. Por isso, é o dia em que em muitos lugares é mantida a tradição da brincadeira de “malhar o Judas”.

Realizada sempre nas manhãs do Sábado de Aleluia, a prática consiste, basicamente, no linchamento coletivo e simbólico de um boneco representando um traidor. De maneira geral, trata-se de uma forma de protesto contra uma situação ou pessoas.

“Morei muito tampo na Praia do Suá, em Vitória, e fazíamos isso. Eram políticos, lideranças comunitárias ou pessoas que não nos agradavam por alguma coisa. Aí fazíamos um boneco, com as roupas e características da pessoa e levávamos na rua para o povo maltratar”, relembra o administrador Eguiberto Louzada, de 59 anos.

Segundo ele, os bonecos ‘Judas’ circulavam nos bairros e as pessoas batiam com pedaços de pau, pedradas, chutes, cuspes e xingamentos. “Malhávamos mesmo, até que no final virava uma verdadeira fogueira, porque o castigo terminava assim”, detalhou.

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