BARREIROS
Abrindo os desfiles da série Ouro desta sexta-feira (13), a Unidos de Barreiros levou para a avenida, através do enredo “Baobá: A Árvore da Vida”, uma reflexão sobre a ancestralidade africana e sua profunda influência na formação cultural brasileira, especialmente no Nordeste.
O baobá, árvore sagrada e símbolo de vida, memória e resistência, representa a permanência das raízes diante do tempo e das adversidades, dialogando diretamente com a trajetória de povos que construíram sua história a partir da luta, da fé e da coletividade.
Ao estabelecer um diálogo simbólico entre África e Nordeste brasileiro, o enredo exaltou a resistência cultural, a identidade negra e a força comunitária presentes nesses territórios. Assim como o baobá cria raízes profundas mesmo em solo árido, o povo nordestino transforma a escassez em força, preservando sua identidade por meio da oralidade, da religiosidade e das tradições populares.
Com 600 componentes, divididos em 13 alas e com 2 alegorias, a proposta para 2026 reforçou a essência da Unidos de Barreiros: uma escola que nasce da comunidade, se sustenta pela memória coletiva e atravessa gerações com firmeza e resistência. Ao levar o baobá para a avenida, a agremiação reafirmou seu compromisso com a valorização das raízes, da ancestralidade e da cultura popular, mantendo viva a história de um povo que resiste ao tempo e floresce na coletividade.

CHEGA MAIS
Chega Mais foi a segunda escola a entrar na avenida nesta sexta-feira (13), contando o enredo “Iabassés, cozinhando para os orixás, voduns e inkices o alimento sagrado”. A escola teve a participação de 600 componentes, divididos em 19 alas, três alegorias, dois tripés e um pede passagem.
O enredo deste ano buscou destacar a figura das Iabassés mulheres escolhidas pelos próprios orixás para guardar e transmitir a sabedoria de transformar grãos, vegetais, caças, minerais e especiarias em alimentos sagrados. Além das Yaôs e Ebomis, responsáveis por um conhecimento ancestral que atravessa gerações.
O enredo exaltou a fé das mulheres negras e a dimensão espiritual do ato de cozinhar, compreendido como uma forma de doação, gratidão e conexão entre o mundo material e o sagrado. Na tradição das religiões de matriz africana, o alimento é elemento essencial de comunicação entre humanos e divindades, utilizado para agradecer, pedir proteção e fortalecer vínculos espirituais.
Ao retratar o processo que vai da escolha e separação dos grãos ao preparo final dos alimentos ofertados aos orixás, a Chega Mais celebrou saberes ancestrais, histórias e fundamentos que se espalharam de norte a sul do país.

INDEPENDENTE DE EUCALIPTO
Chega Mais foi a segunda escola a entrar na avenida nesta sexta-feira (13), contando o enredo “Iabassés, cozinhando para os orixás, voduns e inkices o alimento sagrado”. A escola teve a participação de 600 componentes, divididos em 19 alas, três alegorias, dois tripés e um pede passagem.
O enredo deste ano buscou destacar a figura das Iabassés mulheres escolhidas pelos próprios orixás para guardar e transmitir a sabedoria de transformar grãos, vegetais, caças, minerais e especiarias em alimentos sagrados. Além das Yaôs e Ebomis, responsáveis por um conhecimento ancestral que atravessa gerações.
O enredo exaltou a fé das mulheres negras e a dimensão espiritual do ato de cozinhar, compreendido como uma forma de doação, gratidão e conexão entre o mundo material e o sagrado. Na tradição das religiões de matriz africana, o alimento é elemento essencial de comunicação entre humanos e divindades, utilizado para agradecer, pedir proteção e fortalecer vínculos espirituais.
Ao retratar o processo que vai da escolha e separação dos grãos ao preparo final dos alimentos ofertados aos orixás, a Chega Mais celebrou saberes ancestrais, histórias e fundamentos que se espalharam de norte a sul do país.

TRADIÇÃO SERRANA
Tradição Serrana foi a penúltima escola a desfilar nesta sexta-feira (13), com o enredo “A Cor da Liberdade é Preta – O Legado de Queimado”, que tem como eixo central a Revolta de Queimado, ocorrida em 1849 e liderada por Chico Prego.
Com 450 componentes, divididos em 17 alas e 1 alegoria, a proposta da escola revisita um dos mais significativos levantes de pessoas escravizadas no Espírito Santo, resgatando uma narrativa historicamente silenciada e reafirmando o protagonismo da população negra na luta por liberdade.
O enredo destacou a revolta como um movimento coletivo e organizado, que rompeu com a lógica da submissão e afirmou que a liberdade não seria concedida, mas conquistada. Ao relacionar o episódio histórico com a realidade contemporânea, a escola propôs uma reflexão sobre as permanências do racismo estrutural, da desigualdade social e da violência que ainda atingem majoritariamente a população negra.
A narrativa traçou paralelos entre as senzalas do século XIX e os territórios periféricos atuais, reconhecidos como espaços de resistência, solidariedade e criação cultural. O samba surgiu como linguagem central do desfile, compreendido não apenas como expressão artística, mas como instrumento político e de organização coletiva, historicamente associado à sobrevivência e à afirmação da cultura negra.
O enredo também se posiciona contra a intolerância religiosa, valorizando as religiões de matriz africana e o direito ao sagrado negro, entendendo a fé como herança ancestral e projeto de futuro. Ao longo do desfile, a escola exalta manifestações culturais negras que vão do samba ao funk, do rap ao grafite, reforçando a cultura como tecnologia de resistência.
Ao projetar um futuro afrofuturista, a Tradição Serrana encerrou o desfile com a imagem de uma “Constelação Negra”, na qual crianças, lideranças e símbolos da realeza afirmam o direito de sonhar, existir e ocupar espaços de poder. Com isso, a escola transforma a avenida em território de memória, denúncia e esperança, reafirmando que o legado de Queimado permanece vivo na luta cotidiana da população preta.

SÃO TORQUATO
Fechando os desfiles desta sexta-feira (13), a Independente de São Torquato levou apostou no enredo “Ewê Ossain, plantas que curam o corpo e a alma” para a disputa do título.
A escola retratou os povos detentores dos conhecimentos curativos das plantas que, através de seus antepassados, adentram a mata, colhendo ervas e preparando seus unguentos e garrafadas, comercializadas em beiras de estradas e feiras. Além disso, a São Torquato mostrou como a destruição, a ganância e o poder contribuem para que, num futuro não muito distante, as matas possam ser destruídas e, com isso, toda sua magia se perderá nas chamas e desmatamento.
Com muito orgulho, a escola desfilou mesmo diante da baixa de componentes e fantasia e entregou um show de dedicação, atravessando a avenida com muita emoção.










