Autismo tardio expõe geração sem diagnóstico. Adultos revisitam histórias marcadas por incompreensão e buscam respostas após anos.
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Por décadas, o autismo foi associado quase exclusivamente à infância e a casos mais evidentes. Pessoas que não se encaixavam nesse perfil cresceram sem diagnóstico, carregando dificuldades que raramente eram compreendidas. Hoje, com o avanço do conhecimento sobre o espectro, adultos começam a revisitar suas próprias trajetórias e a buscar respostas que ficaram ausentes por anos.
De acordo com o neuropsicólogo clínico focado no Transtorno do Espectro Autista (TEA), Mayck Hartwig, o aumento dos diagnósticos na vida adulta está diretamente ligado às mudanças na forma como o transtorno é compreendido. Com a atualização dos critérios no DSM-5, o autismo passou a ser entendido como um espectro, ampliando o reconhecimento de diferentes perfis.









