Fecomércio-ES apoia pedido para adiar mudança na jornada de trabalho com fim da escala 6×1

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) manifestou apoio ao pedido da Confederação Nacional do Comércio (CNC) para adiar em dez meses o início da implementação das mudanças na jornada de trabalho previstas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.

A solicitação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tem como foco o prazo de adaptação das empresas e as regras de transição. A CNC afirma que não questiona a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas nem a garantia de um segundo dia de descanso remunerado, mas considera necessário mais tempo para que os empregadores se adequem às novas regras.

Segundo a Fecomércio-ES, a mudança exige planejamento para reorganizar equipes, processos e horários de trabalho. A entidade também aponta possíveis impactos econômicos e operacionais, principalmente nos setores de comércio, serviços e turismo.

Outro argumento apresentado é que o prazo solicitado inclui o Natal e o Ano Novo, período de maior movimento nas vendas do comércio. Para a federação, a adaptação durante essa época pode afetar empresas e trabalhadores, especialmente os que recebem comissões sobre as vendas.

O presidente da Fecomércio-ES, Idalberto Moro, afirmou que mudanças dessa dimensão precisam considerar a realidade das empresas e garantir tempo para a reorganização das atividades.

“Uma transformação dessa dimensão não pode ocorrer de forma imediata, sem considerar a realidade das empresas e a necessidade de reorganização das equipes, dos processos e das jornadas. A transição exige tempo para que empresários e trabalhadores possam se adequar às novas regras, preservando a sustentabilidade dos negócios e os empregos”, declarou.

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