A inflação perdeu força na Grande Vitória em abril, mas o bolso do consumidor continua sentindo o impacto, principalmente na alimentação. Dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,56% na região, abaixo da média nacional, que foi de 0,67%.
Apesar da desaceleração, o grupo de alimentação e bebidas voltou a puxar a alta, com variação de 1,24% no mês e acumulado de 3,74% no ano. Como esse grupo tem peso relevante no orçamento das famílias (17,6%), o impacto é direto no dia a dia.
Outros grupos também registraram aumento, como artigos de residência (1,13%), vestuário (1,11%) e saúde e cuidados pessoais (0,98%). Já habitação teve alta mais tímida, de 0,08%, ajudando a conter o índice geral.
No acumulado do ano, a inflação na Grande Vitória soma 2,48%.
Inflação pesa mais para famílias de baixa renda
Entre as famílias de menor renda, a inflação foi ainda mais intensa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o custo de vida para quem ganha até cinco salários mínimos, ficou em 0,74% na Grande Vitória em abril, acima do IPCA.
No Brasil, o índice foi de 0,81% no mês.
Mais uma vez, a alimentação foi a principal responsável pela alta, com avanço de 1,35% em abril e acumulado de 3,87% no ano. O grupo tem peso ainda maior para esse público, representando mais de 20% das despesas.
Também contribuíram para o resultado os grupos de saúde e cuidados pessoais (1,13%), artigos de residência (1,13%) e transportes (0,59%).
No acumulado de 2026, o INPC na Grande Vitória já chega a 2,54%.
O que isso significa na prática?
Mesmo com uma inflação mensal menor que a média nacional no caso do IPCA, o cenário ainda é de pressão sobre itens essenciais — especialmente alimentos e serviços básicos. Para as famílias de menor renda, o impacto é mais forte, já que esses gastos ocupam uma fatia maior do orçamento.









