O período de compras para o Dia das Mães registrou 102,7 mil tentativas de fraude no e-commerce brasileiro em 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. O número considera as duas semanas entre 27 de abril e 11 de maio, véspera e data da comemoração.
Na prática, foram, em média, 6,8 mil ocorrências por dia — cerca de cinco tentativas de golpe por minuto. Se tivessem sido concluídas, as fraudes poderiam ter causado prejuízo de R$ 114,9 milhões a consumidores e empresas.
O levantamento também mostra que o Dia das Mães teve o maior risco proporcional de fraude entre as principais datas comemorativas do varejo no ano passado. A taxa chegou a 1,3%, o equivalente a 13 tentativas de golpe a cada mil pedidos, acima da média anual do e-commerce, de 1,2%.
Segundo Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, datas promocionais reúnem fatores que favorecem a ação de criminosos, como aumento no volume de compras, senso de urgência do consumidor e maior pressão sobre as empresas.
Entre os golpes mais comuns estão ofertas falsas, links maliciosos, roubo de dados, cadastros irregulares, compras fraudulentas e tentativas de contestação indevida de pagamentos.
Para os consumidores, a orientação é desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado, evitar clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, e-mail ou redes sociais e conferir se o site da loja é oficial antes de finalizar a compra.
Também é importante não compartilhar senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou informações do cartão fora de ambientes seguros. Em pagamentos por Pix ou transferência, a recomendação é confirmar os dados do recebedor antes de concluir a operação.
Já para as empresas, a recomendação é reforçar as soluções antifraude durante períodos promocionais, com checagem de identidade, análise de documentos, biometria, monitoramento de dispositivos e identificação de comportamentos fora do padrão.
O levantamento também orienta que os lojistas mantenham comunicação clara sobre canais oficiais de atendimento e compra, para reduzir o risco de sites falsos e tentativas de phishing.
Dicas para consumidores
• Desconfiar de promoções com preços muito abaixo do mercado, principalmente em anúncios recebidos por mensagem, redes sociais ou links patrocinados suspeitos;
• Confirmar se o site é oficial antes de finalizar a compra, checando endereço, reputação e meios de contato da loja;
• Não compartilhar senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou informações do cartão fora de ambientes oficiais e seguros;
• Evitar clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, e-mail ou grupos de mensagens sem verificar a procedência;
• Antes de fazer Pix ou transferência, confirmar os dados do recebedor e, em caso de pedido feito por conhecidos, validar a solicitação por outro canal;
• Monitorar com frequência o CPF e as movimentações financeiras para identificar rapidamente qualquer uso indevido dos dados.
Dicas para empresas
• Adotar credenciais autenticadas nas jornadas digitais para reforçar a validação de identidade, reduzir o risco de fraude e equilibrar segurança com uma experiência mais fluida para usuários legítimos.
• Reforçar soluções de prevenção à fraude em camadas nos períodos promocionais, combinando diferentes tecnologias ao longo da jornada do cliente;
• Intensificar a checagem de identidade, biometria, documentos, dispositivos e inconsistências cadastrais em momentos de pico;
• Ajustar regras de risco para identificar comportamentos fora do padrão, como cadastros suspeitos, compras atípicas e aumento de chargebacks;
• Manter comunicação clara com o consumidor sobre canais oficiais, reduzindo a ação de sites falsos e tentativas de phishing;
• Equilibrar segurança e experiência, com jornadas fluidas para usuários legítimos e barreiras mais robustas diante de sinais de fraude.









