O Censo 2022 – Trabalho e Rendimento, divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 34,6% da população ocupada no Espírito Santo ganha entre um e dois salários mínimos. Apenas 6,7% dos trabalhadores recebem mais de cinco salários mínimos.
O levantamento mostra ainda que o nível de ocupação no Estado é de 56,8%, o nono maior do país e acima da média nacional, que foi de 53,5%. Entre os municípios capixabas, Domingos Martins (68%), Santa Maria de Jetibá (67,6%) e Irupi (66,1%) registraram as maiores taxas de ocupação.
O Censo aponta que o nível de ocupação é maior entre as pessoas de 40 a 44 anos, chegando a 76,7%, e menor entre adolescentes de 14 a 17 anos (14%). Entre os idosos, com 65 anos ou mais, o índice é de 15,6%.
Os homens seguem com maior nível de ocupação em todas as faixas etárias. No grupo de 40 a 44 anos, por exemplo, 86,2% dos homens estavam ocupados, contra 67,7% das mulheres.
Apesar disso, a escolaridade feminina é mais alta: 27,7% das mulheres ocupadas tinham ensino superior completo, frente a 16,1% dos homens.
Entre as 21 atividades classificadas pelo Censo, as maiores participações femininas foram observadas nos setores de Comércio e reparação de veículos (17,1%), Educação (11,1%) e Saúde e serviços sociais (10,8%). Já as menores presenças femininas foram em Construção (3,7%), Transporte e armazenagem (10,5%) e Indústrias extrativas e eletricidade e gás (15,4%).
Rendimento médio
Em 2022, o rendimento nominal médio mensal das pessoas ocupadas no Espírito Santo era de R$ 2.718,00. Os maiores rendimentos médios foram registrados em Vitória (R$ 5.242,06), Vila Velha (R$ 3.665,20) e João Neiva (R$ 2.738,51).
Na outra ponta, os menores valores foram observados em Ponto Belo (R$ 1.476,69), Divino de São Lourenço (R$ 1.547,95) e Ibitirama (R$ 1.609,54).
O rendimento domiciliar per capita no Estado foi de R$ 1.650,72, valor superior à média nacional, que ficou em R$ 1.638,00. Os três municípios com os maiores valores nesse indicador foram Vitória (R$ 3.351,64), Vila Velha (R$ 2.232,27) e Santa Teresa (R$ 1.744,55). Já os menores rendimentos per capita foram observados em Ponto Belo (R$ 900,20), Ibitirama (R$ 941,80) e Água Doce do Norte (R$ 965,09).
Ainda segundo o IBGE, 9,6% da população capixaba vivia com rendimento domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo em 2022.









