Comerciantes estimam aumento de até 50% na venda de pescados na Sexta Santa

Faltando poucos dias para a Sexta-Feira Santa, celebrada em 18 de abril, peixarias e produtores se preparam para atender à demanda dos consumidores que buscam alternativas à carne vermelha, especialmente nesta data.

Com uma expectativa de aumento de vendas de até 50%, comerciantes da Grande Vitória se organizam para atender à demanda crescente, apesar dos desafios enfrentados. Dona há 10 anos da peixaria Brapesca, localizada no Centro de Vila Velha, a empresária Rosana Viola diz que a Semana Santa é um período muito aguardado pelo setor. “A expectativa para a Sexta da Paixão é alta, com um aumento previsto de 40% a 50% nas vendas”.

Segundo ela, os produtos que mais saem são aqueles que compõem a torta capixaba: camarão, siri desfiado, sururu e bacalhau. Além disso, há grande procura por peixes como peroá, badejo e robalo, ideais para assar e fazer moqueca.

Comerciantes estimam aumento de até 50% na venda de pescados na Sexta Santa
Foto: reprodução

Questionada sobre os valores, Rosana assegura  que a maioria dos produtos se manteve nos preços da última temporada, exceto a peroá, que teve um reajuste significativo devido à alta demanda.

Quem também está se preparando para a movimentação do feriado é Eliomar José dos Santos, dono da peixaria Luxo Pescados, localizada no bairro Novo Horizonte, na Serra. Ele conta que planeja lançar algumas promoções para atrair mais clientes, já que na última semana a procura não foi intensa.

Comerciantes estimam aumento de até 50% na venda de pescados na Sexta Santa
Foto: reprodução

Segundo ele, os produtos mais procurados incluem camarão sete barbas, badejo, garupa, dentão e kits para paella. O camarão rosa pistola e o sururu também são bastante requisitados, especialmente o dentão, que “fica muito bonito no centro da mesa”.

Aumento na demanda e baixa na oferta de mariscos 

De acordo com a presidente da Associação dos Pescadores Artesanais de Porto de Santana e Adjacências (APAPS), Rosinéa Pereira Vieira, embora já tenha sido percebido um aumento nos pedidos desde a última semana, a oferta de mariscos enfrenta dificuldades.

“Nesse período já conseguimos notar um aumento de pedidos, mas, no caso dos mariscos, nessa época eles somem e emagrecem devido à chuvarada”, explica

Segundo Rosinéia, a expectativa para a Semana Santa é alta, mas os produtos são insuficientes para a demanda esperada pela região, já que justamente neste período os mais procurados são os mariscos (sururu, mexilhões e camarão).

Apesar da alta demanda, ela pontua que não houve aumento no valor dos preços,  devido a falta de valorização da população em relação ao trabalho dos pescadores e catadores. “A falta de valorização faz os preços ficarem defasados e, além disso, tem muita gente vivendo da pesca e isso dificulta também as vendas”.

 

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