Os sons da construção podem ser ouvidos por quem passa pelas ruas de São Torquato, em Vila Velha. Isso porque a restauração da Estação Leopoldina foi iniciada. A obra, com valor de R$ 3.795.004,25, começou em 5 de novembro de 2020 e o prazo previsto para que seja finalizada é de um ano.
Segundo a Prefeitura Municipal de Vila Velha (PMVV), por se tratar de uma obra de reforma e restauro, os projetos estão sendo executados com cautela, para preservar a estrutura física dentro dos padrões técnicos de segurança e reconstituir o patrimônio histórico sem grandes alterações.
Projeto

Até o momento, permanece inalterado o projeto inicial. Está previsto a implantação de salas de informática, robótica, música e dança, biblioteca, auditório com palco, rampas, elevadores e escada. Além disso, um Salão Central, apoio administrativo, direção, cozinha, lanchonete, hall de acesso, guarita de segurança, banheiros e 2° piso será reformado para espaço cultural e histórico, para receber exposições. Já o atendimento ao público será construído no local do antigo guichê de bilheteria da Estação.
A técnica de edificações e responsável pela obra, Daiane Ayres, conta que a obra está no começo. “Até o momento já foram realizadas demolições e limpezas do terreno. Manteremos o padrão da estação e, quando ficar pronta, a estação será um centro pedagógico para a Unidade Municipal de Ensino Fundamental Ana Bernardes Rocha e também receberá vistantes”, afirma.
Situação do local
A vendedora Maria de Lurdes da Fonseca morou no bairro por 32 anos, mas ainda o frequenta. Ela conta que, por muito tempo, a estação esteve em mau estado e com sensação de abandono na rua em que está localizada. Ela afirma que já foi abordada por assaltantes próximo à estação, mas conseguiu correr e evitou ser roubada. Até hoje, sente segurança.
“À noite eu não venho aqui. Acredito que quando a estação estiver funcionando, ela trará mais vida e segurança, por conta do movimento de pessoas. Os moradores precisam dessa melhoria”, diz.
A técnica de enfermagem Jennifer Barbosa diz que, antes da obra, o local era um ponto de usuários de drogas e assaltos. “Tem 21 anos que moro aqui e sempre foi muito abandonado. Me sinto muito insegura de circular pela região, até porque, já fui assaltada duas vezes na avenida da Estação. Com o término da obra, espero que venham muitas melhorias para o bairro, com uma boa iluminação”.
O aposentado Odemar Filó faz caminhadas na área e se diz feliz com o início das obras. “É uma restauração que deveria ter sido feita há muito tempo porque é um prédio que não pode ser abandonado. Ele é uma construção histórica, de 1895, tem mais de 100 anos, faz parte da história de nosso país. Tem que ser bem aproveitado”, diz.










