Milagre: com 79 anos e todas as comorbidades, aposentado de VV vence Covid-19

Milagre: com 79 anos e todas as comorbidades, aposentado de VV vence Covid-19
Mesmo hipertenso, acima do peso e com problemas respiratório e renal, além da idade de risco (79 anos) o aposentado Hugo Régis da Silva foi curado do Covid-19

No dia 18 de maio, ele vai completar 80 anos. Mas o presente ele já recebeu: o milagre da cura conta o novo coronavírus (Covid-19). Hipertenso, acima do peso, com problemas respiratório e renal, o aposentado Hugo Régis da Silva, morador da Praia da Costa, ainda ocupa a faixa etária que concentra a maior quantidade de óbitos pela Covid-19 no Espírito Santo, a de idosos entre 70 e 79 anos, na qual 31 pessoas morreram. Mesmo com todos os fatores de risco possíveis, ele recebeu alta no último sábado (12) após 15 dias internado, 12 deles na UTI, e foi recebido com muita festa e emoção pelos familiares (veja o vídeo).

De acordo com todos os médicos que atenderam o senhor Hugo, sua cura foi um episódio completamente atípico, levando em conta todos os fatores de risco. Para a família, o milagre é uma convicção. “Até agora estamos em êxtase. A volta dele pra casa foi cheia de emoção, uma choradeira. Mesmo que quiséssemos ser incrédulos, não teríamos como descartar o milagre. Os próprios médicos estavam maravilhados e não conseguem explicar sua saída rápida. Todos falaram a mesma coisa: ‘senhor Hugo é um caso atípico’, mas o atípico, é típico do milagre”, descreve emocionada Christiane Bersot, filha do aposentado.

O caso

Ela explica que em meados do mês de abril, seu pai ficou seis dias em estado febril, sentido o corpo doer, mas a orientação é que ficasse em casa, em observação. No sétimo dia, o cardiologista orientou a família a levar Hugo ao hospital, onde os exames feitos não acusaram a Covid-19. No dia 17 de abril, após uma febre muito alta, mal estar e cabeça pesada ele já voltou ao hospital com suspeita do novo coronavírus, que foi confirmado duas horas depois, no resultado do teste.

“Ele foi direto para o isolamento, com 50% do pulmão lesionado por essa pneumonia causada pelo vírus. Ele é hipertenso, acima do peso, tem um pólipo nasal e é muito alérgico, e ainda tem problema renal. Como não tinha mais vaga no hospital que fomos, transferiram ele para outro, e aí a infectologista viu que meu pai já estava saturando, com dificuldades de respirar. Tiveram que correr com ele para a UTI, onde adotaram a cloroquina logo na entrada dele”.

Quando o senhor Hugo deu entrada na UTI, ficou sete dias estável, bem diferente do que tem acontecido com os idosos com comorbidades, que é uma piora rápida, mesmo adotando os protocolos. “Ele entrou no teto da piora. Chegou na UTI precisando de oxigênio e ficou no cateter de oxigênio. Graças a Deus ele não piorou, ficou estável por um tempo e não precisou ser entubado. Seis dias depois, a doença começou a regredir lentamente. Com 12 dias saiu da UTI para o quarto e com 15 dias recebeu alta”, relatou Chris Bersot.

“Isso é algo extraordinário e ao mesmo tempo difícil, porque muitos que entraram junto com ele, estão lá ainda. Gente muito mais nova de 60, 50 e até 40 anos, sendo entubados (no respirador). Ele viu um homem de 46 anos ser entubado. É muito pesada a passagem pela UTI. Vi nitidamente a cara da morte que a doença traz, e olhar por meu pai agora e vê-lo cheio de vida é indescritível, foi um milagre de Deus”, completou.

Uma questão de fé

Christiane Bersot afirma que na quinta-feira do dia 16 de abril estava em casa com o seu pai e tinha feito de tudo para animá-lo e, mesmo assim, ele continuava cabisbaixo. “Na hora me veio uma coisa muito forte. ‘Você já fez de tudo, menos orar’. Eu creio no poder da oração e aquilo foi tão forte que fui direcionada a orar por todos os órgãos vitais do meu pai, enquanto meu filho cantava louvores. Fui orando pelo cérebro, pelo coração, e quando cheguei nos pulmões, me arrepiei e comecei a chorar. Senti uma coisa muito ruim”.

Na sexta-feira do dia 17 de abril foi quando ele deu entrada na UTI. Mas a filha afirma que encorajou o pai a ter fé na cura, que já havia sido providenciada. “Naquela oração creio que Deus já tinha liberado a cura do meu pai, e falei para ele se lembrar daquela oração e declarar que em nome de Jesus, estaria curado. E foi com essa confissão de fé que meu pai saiu de lá, com o milagre da cura. Todos se emocionaram muito e saímos com uma fé que move montanhas”.

 

 

 

 

Gustavo Gouvêa
Gustavo Gouvêahttps://eshoje.com.br/author/gustavo-gouvea/
Jornalista graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em 2009; atuou nos principais veículos de comunicação do ES; tem mestrado em Ciências Sociais pela Ufes (2019), é teólogo formado pelo Cetebes (Centro Teológico Batista do ES) em 2023 e é músico.

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