
A mudança na rotina faz parte da realidade da sociedade nos últimos meses após o decreto de isolamento social.
Essa realidade, com pais trabalhando em casa de home office, dividindo o tempo com afazeres domésticos, dificulta o cuidado e a atenção com as crianças.
Além da ansiedade causada pelo confinamento, as crianças procuram meios de gastar energia, o que resulta num aumento de acidentes domésticos.
De acordo com o Tenente Coronel Wagner Borges, do Corpo de Bombeiros, o aumento de acidentes domésticos durante a quarentena são, principalmente por queimadura e queda.
“Para prevenir acidentes, é necessário ficar atento. Guardar objetos cortantes fora do alcance das crianças, fazer um bloqueio nas quinas dos móveis, retirar tapetes para evitar quedas, afastar o cabo das panelas, são algumas das medidas que devem ser tomadas para evitar acidentes”.
Além da queimadura e traumas, choques elétricos e intoxicação também são um número alto de atendimentos durante a quarentena.
É o que afirma a coordenadora de pediatria do Hospital Unimed, Márcia Bellote. “A atenção deve ser redobrada neste período”.
Segundo a pediatra, os pais se vêem em novas funções e muitas das vezes ficam sobrecarregados com os serviços da casa. Por esse motivo, precisam estar mais atentos.
“As crianças ficam mais ansiosas com o confinamento e brincadeiras recorrentes, entre elas correr e pular em um apartamento pequeno, podem causar acidentes graves. O que indico aos pais é que não deixem as crianças em um cômodo sozinhas por muito tempo. É importante que tentem fazer com que elas participem das atividades, arrumar a cama e fazer um bolo, pois assim estarão mais próximos para uma supervisão adequada”.
Em um cenário de pandemia mundial é necessário evitar idas aos hospitais, pois podem ser grande foco do vírus. Porém, em casos de acidentes, cabe não só aos pais observarem a criança, mas também entrarem em contato com o pediatra de confiança da família para seguir orientações, conforme afirma a especialista.
“Hoje existem diversas formas da criança ser orientada pelo pediatra, seja por fotos ou ligação em vídeo, para que ele avalie se é necessário levar a criança ao hospital. O importante é saber que em caso de gravidade, não se deve esperar”, reforça.









