
Nesta segunda-feira, (2), o Ministério Público do Trabalho no Espírito Santo (MPT-ES) realizou uma audiência de conciliação entre os rodoviários e empresários na Procuradoria Regional da 17ª Região, em busca de um acordo entre as partes.
Após assembleias sem acordo, rodoviários capixabas prometem nova greve
Porém, não houve acordo e os rodoviários informaram que continuarão em estado de greve, visto que as empresas não trouxeram propostas que atendessem à categoria.
O impasse no valor do reajuste dos salários é o principal motivo para a ameaça de greve.
A redução da jornada de trabalho e mudança da data-base também influenciou no posicionamento dos rodoviários.
Entre as propostas apresentadas pelas empresas nesta reunião estão o reajuste de 3,4% de perda inflacionária, mais ganho real; aumento de R$ 1 nos tíquetes de alimentação; mudança da data-base para o mês de agosto;
De acordo com a ata, após as reuniões, as partes concordaram em consultar as diretorias dos respectivos sindicatos, a fim de oportunizar melhor análise dos pontos divergentes.
Um nova audiência está agendada para terça-feira (3), às 13h, também na Procuradoria Regional da 17ª Região. As tratativas estão previstas para seguir até a próxima quarta-feira (4).










Tudo isso acabaria se houvesse um acordo entre os empresários, a classe trabalhadora e o Sindicato dos Rodoviários no sentido de estipularem em números de S.M. (salários mínimos) os salários desses trabalhadores (motoristas e cobradores) como por ex.: Motoristas = 3 S.M./mês e Cobradores = 1,5 S.M./mês. Isso sem contar com Assistência Médica/Odontológica e Ticket Restaurante ou Vale-Alimentação. Isso posto, os salários iriam aumentar conforme reajuste do salário mínimo anual, ou seja, estaria fixado de uma vez.