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Arquiteto cria projeto de ciclovia com barreira de proteção para a 3ª ponte

Projeto de Ciclovida do arquiteto Heliomar Venancio do CAUES1Diante de toda a polêmica em torno da barreira para prevenção de suicídio na Terceira Ponte, o arquiteto do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU-ES), Heliomar Venâncio, desenvolveu um projeto com função 2 em 1. A proposta dele é construir uma “Ciclovida”, que além de servir como ciclovia, seria ainda uma barreira física para impedir suicídios.

O projeto sugere a instalação de uma estrutura metálica anticorrosiva no sentindo Vitória x Vila Velha e vice-versa, com 2,30 metros de largura por 3,50 metros de altura cada.

“Dessa forma, daríamos a oportunidade das pessoas se deslocarem para casa ou para o trabalho de bicicleta sem enfrentarem engarrafamentos, contribuindo para a mobilidade urbana. Além disso, a Ciclovida incentivaria a prática de atividade física e teria função turística”, defende Heliomar Venâncio.

O arquiteto explica que as laterais da ciclovia seriam fechadas por policarbonato, um material translúcido e altamente resistente. Dessa forma, as ações de vandalismo seriam contidas e a paisagem não seria afetada. Já a ventilação da área seria garantida com pequenos furos na estrutura, deixando passar parte do vento. A corrente de ar no local não atrapalharia quem estivesse pedalando e não forçaria a estrutura.

Segundo Heliomar Venâncio, a proposta da Ciclovida surgiu depois de duas experiências pessoais. “A primeira foi assistir a uma tentativa de suicídio no vão central da Terceira Ponte. Aconteceu de tudo nesse dia. Teve gente fazendo oração e coro de ‘pula’. Depois de três horas de negociação, os bombeiros conseguiram retirar o rapaz que tentava se matar. E a segunda experiência foi acompanhar diariamente da janela do meu escritório (que ficava no Shopping Praia da Costa), a agonia e o estresse das pessoas nos engarrafamentos da ponte”.

O projeto da Ciclovida demorou um mês para ser concluído. “Não tivemos a oportunidade de levantar custos da obra, mas garanto que o investimento a ser feito é bem menor do que as vidas desperdiçadas, o gasto de combustível dos milhares de carros que ficam presos nos engarrafamentos, as toneladas de emissão de dióxido de carbono na atmosfera e os altíssimos níveis de estresse da população. Minha motivação para esse projeto é salvar vidas, ajudar na mobilidade e dar um presente para a paisagem da baía de Vitória”, conclui Heliomar Venâncio.

Para a presidente do CAU-ES, Liane Destefani, a construção da Ciclovida deveria ser uma intervenção de prioridade máxima no orçamento público. “A instalação da ciclovia com função de barreira iria solucionar diversos problemas que são recorrentes entre a população que utiliza a Terceira Ponte todos os dias”.

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