No quadro “Escolhas, Decisões e Emoções”, do programa Vida e Saúde, na Rádio ES Hoje, a psicóloga Maria Rita Salles refletiu sobre a importância da generosidade no cotidiano e como pequenos gestos podem transformar relações e ambientes.
Segundo ela, a generosidade vai além de grandes atos ou doações materiais. “Generosidade é doar atenção, presença e tempo. É segurar uma porta, ceder um lugar, ouvir alguém sem pressa. Pequenas atitudes que deixam marcas duradouras”, afirmou.
Maria Rita ressaltou que muitas vezes quem pratica um ato generoso esquece, mas quem recebe jamais se esquece. O impacto, ainda que invisível, permanece na vida das pessoas. A psicóloga também destacou a diferença entre generosidade e permissividade: ser generoso não significa dizer sim para tudo ou se anular.
“A generosidade verdadeira é responsável e intencional, e começa pelo cuidado consigo mesmo”, explicou.
Durante a reflexão, ela citou referências filosóficas e culturais, lembrando que a virtude é apontada por Aristóteles como equilíbrio entre excesso e falta, e por Adam Grant como uma prática consciente que fortalece conexões sociais.
Generosidade em diferentes contextos:
- No Brasil: surge como tradição comunitária, especialmente em momentos de crise.
- Na Europa: funciona como cimento social que une comunidades.
- Nos Estados Unidos: mesmo em cenários competitivos, cria redes de apoio e fortalece conexões.
“A generosidade cotidiana não precisa de palco. Ela aparece na forma como tratamos vizinhos, colegas, familiares ou até desconhecidos”, resumiu Maria Rita.
Como mensagem final, a psicóloga incentivou os ouvintes a praticarem microações simples, como um sorriso, uma palavra de encorajamento ou uma ligação, lembrando que esses gestos podem transformar o dia de alguém.
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