Nesta semana vou falar de um prato mais que tradicional na vida de qualquer brasileiro (vivo ou morto)! Ele foi, durante muito tempo, considerado chique e servido nos principais eventos da família de qualquer um e hoje em dia pode ser considerado um pouco “brega”. Com vocês o astro: estrogonofe!
Há uns dez dias, vi nas redes sociais da querida Gisela Garcia que estrogonofe é o “alimento mais brasileiro que existe. É tudo uma bagunça, cada um faz de um jeito. A única regra respeitada é a batata palha”. Juro que ri alto ao ler, por que é a mais pura verdade. Estrogonofe é que nem gosto: cada um tem o seu!
Na história – Segundo a Wikkipedia, o prato é originário da culinária russa composto de cubos de carne bovina servidos num molho de creme de leite. Elena Molokhovets, uma conhecida chef de cozinha russa, mostrou a primeira receita conhecida: Estrogonofe de carne com mostarda, que consistia de cubos empanados de carne num molho de mostarda e um caldo de legumes finalizado com uma pequena porção de creme azedo, sem cebolas ou cogumelos adicionados a receita.
Uma receita de 1912 adicionou cebolas, e extrato de tomate sendo servida também com batatas-palito, que são consideradas uma tradicional “decoração” para comida na Rússia. A versão dada em 1938 na Larousse gastronomique incluía bife em tiras e cebolas, com mostarda ou extrato de tomate opcionais.
As versões norte-americana e australiana da receita geralmente são preparadas com tiras de bife, mas também podem ser incluídos bacon, cogumelos, cebolas. O molho pode ser engrossado com nata azeda e servido com arroz (EUA e Austrália) ou macarrão (mais comum nos EUA).
O estrogonofe é bastante popular no Brasil, onde tem muitas variações como o uso de carne de frango ou camarões. A principal característica do estrogonofe brasileiro é o uso de molho de tomate misturado com o creme de leite. Além disso, é quase sempre servido com uma porção de arroz e batata palha, enquanto que na Rússia era geralmente servido com batatas cozidas.
Na minha história – Se eu fosse escrever a relação de cada familiar meu com o estrogonofe que meu pai fazia (com total maestria), ia gastar umas três nuvens do Google. Tem gente, como a minha cunhada Márcia, que não comia o prato até experimentar o do seu Francisco. Meu velho preparava o molho de tomate, flambava a carne no conhaque e adicionava o creme de leite fresco quase na hora do prato ir à mesa.
Ao contrário de muitas casas pelo país, no lar dos Mirandas não havia variação: estrogonofe era exclusivamente de carne de boi – geralmente filé mignon. Os outros tinham nomes diferentes, como ‘frango com milho’ e ‘camarão com molho branco’. A preparação da batata é que podia variar: sauté ao forno com alecrim, frita ou palha.
Receita – Para preparar o estrogofe da minha família, você precisará:
6 tomates italianos
1 cebola média
2 cenouras
1 colher de sopa de açúcar
1 quilo de filé mignon em tiras finas
3 colheres (sopa) de manteiga
½ cebola cortada em tiras
½ xícara (chá) de conhaque
300 g de champignons em conserva fatiados
400 ml de creme de leite fresco
Sal
Pimenta do reino
Modo de preparo:
Molho de tomate – cozinhe os tomates e as cenouras cortadas em oito pedaços até ficarem macios. Coloque no liquidificador junto com a cebola também cortada em pedaços grandes e bata com 1 xícara e meia da água do cozimento. Após liquidificar, volte com a mistura ao fogo baixo, acrescente o açúcar, sal e pimenta do reino a gosto e cozinhe até o molho apurar.
Com o molho de tomate pronto, vamos ao preparo do estrogonofe: coloque a manteiga para derreter em uma frigideira grande; adicione as tiras de cebola até dourar e as tiras de carne. Após fritar a carne adicione o conhaque e risque um fósforo próximo ao molho para flambar. Não se preocupe, as chamas só irão durar até o álcool da bebida evaporar. Adicione sal e pimenta do reino à carne.
Após cessar o fogo, coloque os champignons cortados e o molho de tomate. Coloque o creme de leite e misture bem, com o fogo bem baixinho. Corrija o sal e já pode servir. Bom apetite!









