Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.
A opinião dos colunistas é de inteira responsabilidade de cada um deles e não reflete a posição de ES Hoje

Você usa a inteligência artificial na sua vida pessoal?

Administrar bem o tempo sempre foi um grande desafio para cidadãos, profissionais liberais e empreendedores. Afinal, tempo é um recurso que não se recupera. Por isso, precisamos utilizar as novas tecnologias para aumentar nossa produtividade e dedicar mais energia ao que realmente importa.

A inteligência artificial chegou para mudar nossos hábitos numa velocidade impressionante. No meu caso, utilizo principalmente ChatGPT, Gemini, Copilot, DeepSeek, Perplexity e Claude.

Uso essas ferramentas especialmente como conselheiros. Quando preciso tomar uma decisão, explico o problema, forneço informações, peço que questionem minhas premissas, identifiquem riscos, mostrem onde posso estar errado e apresentem alternativas.

E aqui está um ponto fundamental: inteligência artificial não deve ser utilizada apenas como um Google sofisticado. Sua grande vantagem está na conversa, na interação e no aprofundamento. Quanto melhor explicamos o contexto, nossos objetivos e limitações, maior tende a ser a qualidade da resposta.

Tenho percebido, inclusive, algo curioso: pessoas mais velhas, com maior experiência profissional e de vida, muitas vezes conseguem conversar muito bem com a IA. Talvez porque tenham mais histórias, referências e contexto para fornecer. Enquanto isso, alguns jovens, acostumados a mensagens curtíssimas, abreviações e gírias, fazem perguntas de poucas palavras e recebem respostas igualmente superficiais. Não é uma questão de idade ou inteligência. É saber conversar, contextualizar e perguntar.

Na área jurídica, a IA pode analisar contratos, comparar documentos e levantar pontos para discutir com advogados. Na saúde, pode ajudar a compreender exames, organizar sintomas e preparar perguntas para o médico — nunca substituindo o profissional.

Pode também planejar viagens, criar roteiros, organizar agendas e tarefas, sugerir cardápios com aquilo que existe na geladeira, ajudar no controle financeiro, resumir livros, traduzir textos, escrever e-mails, cartas, convites, artigos e até auxiliar na elaboração de livros.

Na criatividade, restaura fotografias antigas, cria imagens, vídeos, poesias e músicas. Na residência, integrada a equipamentos apropriados, pode ajudar a controlar iluminação, televisão, lembretes e outras rotinas.

Para os idosos, talvez exista um dos maiores campos de utilização. A IA pode explicar assuntos em linguagem simples, ensinar a usar celular e aplicativos, organizar compromissos, lembrar consultas e rotinas, ajudar a redigir mensagens, ler e resumir textos, planejar viagens, recuperar e organizar histórias familiares e facilitar a comunicação com filhos e netos. Recursos de voz também tornam seu uso muito mais fácil para quem tem dificuldades para digitar. Em questões de saúde, medicamentos ou segurança, entretanto, deve servir como apoio, nunca como substituta do médico, cuidador ou familiar.

E as crianças? Os pais deveriam introduzi-las gradativamente nesse novo mundo. Não simplesmente permitir que a IA faça o dever de casa, mas ensiná-las a pensar com ela: fazer boas perguntas, pedir explicações, comparar respostas, desconfiar de erros, conferir fontes e proteger informações pessoais. Mais importante do que ensinar uma criança a obter uma resposta é ensiná-la a questionar a resposta.

Precisamos também ter consciência dos riscos. A IA pode errar e até inventar informações — as chamadas “alucinações”. Por isso, assuntos importantes devem ser conferidos, principalmente em saúde, direito e finanças. E nunca devemos fornecer senhas, dados bancários ou informações extremamente confidenciais.

Minha sugestão é simples: estude IA, mas principalmente use. Quem acha que conhece inteligência artificial, mas não a aplica no cotidiano, provavelmente ainda não conhece seu verdadeiro potencial.

Bem utilizada, ela pode economizar muitas horas por semana. Deixe a IA ajudá-lo nas tarefas operacionais, nas análises e na organização, mas preserve para você aquilo que nenhuma máquina deve substituir: o julgamento, os valores, os relacionamentos, a família, a criatividade e as decisões sobre a própria vida.

E você, tem usado a inteligência artificial para melhorar sua qualidade de vida?

Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.

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