22 de abril de 1500, dia oficial do descobrimento do Brasil por Portugal PEDRO ALVARES GOUVEIA que, mais tarde, após a morte do seu irmão primogênito, passou a ser chamado de PEDRO ALVARES CABRAL oficialmente, isso porque sendo segundo filho assinava o nome da mãe dona Isabel Gouveia, sendo o nome do pai Fernão Cabral reservado ao primogênito.
Pedro Álvares Cabral, era cavaleiro da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada em 1317, tinha como objetivo continuar a luta contra os muçulmanos no Mediterrâneo e também promover a expansão marítima portuguesa. A Ordem de Cristo, teria herdado a mística dos Templários, era responsável por financiar e apoiar as expedições marítimas portuguesas, inclusive a de Cabral. A cruz quadrada e vermelha da Ordem de Cristo estava estampada nas expedições marítimas.
A Ordem de Cristo sucedeu a Ordem dos Templários em Portugal, criada em 1319 pelo Rei Dom Dinis com os bens e membros da ordem dissolvida pelo Papa Clemente V e o rei da França Felipe o belo. Sendo formalmente reconhecida pela Igreja Católica, e sua sede no Convento de Tomar.
Em uma sexta feira 13 de outubro de 1307, o rei Filipe IV da França ordenou a prisão em massa dos templários, acusando-os de heresia, e muitos foram torturados e executados, incluindo o Grão-Mestre Jacques de Molay . Portugal acolheu os seus e muitos outros que caçados na Europa, e o fez por um gesto de gratidão inclusive porque eles livraram Portugal dos Mouros antes mesmo da Espanha e entronaram o primeiro rei de Portugal Dom Afonso Henriques.
Consta que Duarte Pacheco Pereira tenha chegado ao litoral brasileiro em 1498, entre o Pará e o Maranhão, fato mantido em segredo pela coroa portuguesa, que teria financiado essa exploratória para verificar as terras que seriam atribuídas a Portugal de acordo com o Tratado de Tordesilhas, secretamente, para evitar conflitos com a Espanha.
Em resumo, enquanto a chegada de Duarte Pacheco Pereira em 1498 é um tema de discussão, a coroa portuguesa teria mantido a informação secreta, e Cabral é tradicionalmente creditado pela descoberta do Brasil.
Ainda não oficialmente, antes da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 26 de janeiro 1500, o navegador espanhol Vicente Yáñez Pinzón teria sido o primeiro a pisar em terras brasileiras, especificamente no litoral nordestino, cerca de três meses antes de Cabral, entre onde hoje é o Pernambuco e o Ceará.
Existe a teoria de inscrições fenícias na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, sugerindo que a ali contém escritos em fenício datando 850 a 824 a.C. Período em que Jethbaal e Badezir teriam sido reis fenícios, indicando a presença de navegadores fenícios no Brasil muito antes das Grandes Navegações Europeias. Entretanto, essa teoria é contestada por expert’s, que a atribuem à fenômenos naturais da rocha e a “pareidolia”, que nos faz ver figuras conhecidas em formas naturais.
Sem contar com a teoria da presença de Vikings no Brasil, ou na América do Sul em geral, é matéria que gera debates e especulações de longa data, mas não há evidências robustas que comprovem essa teoria cientificamente. Embora reze a lenda que eles teriam estado na América do Norte, Canadá, e à América do Sul, porem à mingua de prova contundente a comunidade científica rejeita.
De último, destacamos que a expedição era sim ocupação e não exploratória porque nesta eram usadas três embarcações, à guisa de exemplo a que resultou no “descobrimento” da América pelo Genovês Cristovão Colombo, foram três: Santa Maria era uma nau, enquanto a Pinta e a Niña eram caravelas. Ao passo que Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil com uma frota de 13 embarcações, sendo nove naus, três caravelas e uma naveta de mantimentos.
Especulações à parte, oficialmente, foi PEDRO ALVARES CABRAL, sim, quem descobriu o Brasil, assim aprendemos nos bancos escolares, mas investigar é sempre bom.








