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quinta-feira, 13 de junho de 2024
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2024: ano de regeneração

2023 foi difícil para muitos de nós. Ouvi de muitas pessoas, de muitos lugares diferentes, que o ano passado foi especialmente desafiador.

Não é para menos, foi apenas no dia 5 de maio de 23 que a Organização Mundial de Saúde marcou o fim da pandemia do Covid-19. O Brasil trocou de presidente após uma eleição tumultuada em que as pessoas pararam de falar de soluções para discutir suas aversões. Assistimos o surgimento de uma guerra em Israel, nos acostumamos com a existência de outra que acontece em plena Europa.

São só grandes exemplos. Meu principal ponto são as perspectivas mais pessoais. De gente que perdeu parentes queridos, enfrentou dificuldades no mercado ou em suas profissões. É nessa visão que somos obrigados a buscar repertório e inspiração. Ou, como nos ensinou Rocky Balboa, “Não é sobre o quão duro você bate. É sobre o quanto você consegue apanhar e continuar seguindo em frente”.

E como posso me incluir entre os que consideraram 2023 um ano para superar, não por acaso foi em 2023 que comecei a estudar e compreender o conceito de desenvolvimento regenerativo.

Primeiro lendo o genial Design de Culturas Regenerativas, de Daniel Wahl, depois atendendo uma capacitação do tema, aprendi no ano que passou que a regeneração é um conceito chave que diz respeito à capacidade de ecossistemas inteiros retomarem um caminho de recuperação após um distúrbio severo. E mais do que isso, uma narrativa cultural.

A visão de mundo cientifica e mecanicista que produziu a revolução industrial é ineficiente para lidar com o aumento de complexidade, da incerteza, dos sistemas econômicos, sociais e ecológicos dos dias atuais.  Ela continua sendo válida e aplicável para lidar com problemas e instituições do século passado, mas é imprópria para os problemas característicos do mundo contemporâneo, entre eles a questão da sustentabilidade.

Nesse contexto, a regeneração é um conjunto de ideias que perpassa uma profunda e radical mudança na maneira como pensamos e fazemos as coisas.

Esta é a ideia que levo para 2024. Torná-lo ano da regeneração. O início de uma nova era, em que possamos cultivar uma nova mentalidade, abraçando a complexidade e a incerteza que se apresentam. Entendendo o mundo como uma rede de sistemas vivos, pessoas, cidades, escolas, empresas, cheias de demandas e sentimentos.

Assim, desejo que todos nós possamos deixar de ter foco no consumo, em colocar os interesses pessoais acima dos coletivos e o acúmulo infinito de dinheiro acima de tudo. E que no lugar destes pensamentos, possamos começar a nutrir e qualificar as relações que construimos e nossas vidas. Isso sim seria um feliz e regenerativo 2024.

Helio Gualberto Neto
Helio Gualberto Neto
Helio Gualberto Neto é publicitário, designer estratégico e sócio da Persona. Escreve sobre comunicação e comportamento.

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