O processo eleitoral em Vila Velha terá como destaque a força do voto feminino. Neste ano, elas, 187.271 aptas aos sufrágio, representam 54,25% do total de eleitores do município canela-verde, que reúne ao todo 345.228. Dessa forma, as interessadas e os interessados nos cargos eletivos precisam levar em conta as prioridades desse público majoritário em números.
A primeira parte dessa análise leva em conta a faixa etária dessas mulheres.
Importante notar que, em primeiro lugar, está a faixa dos 45 aos 59 anos, com 49.213 representantes. É significativo, já que uma em cada mulheres eleitoras da cidade tem essa característica. E o que elas querem? Priorizam a família? Querem estruturas e serviços adequados? São chefes de família? São perguntas relevantes que necessitam de respostas para conquistar um voto que pode fazer toda diferença.
Fazendo somas, há predomínio de um voto mais maduro e de outro formado por jovens adultas. Explicamos. Uma parcela de 75.938 mulheres, 40,55% das eleitoras da cidade, está na faixa dos 45 aos 69 anos. São pessoas com outro tipo de vivência e mais experiência, o que leva até a uma criticidade maior da vida e do que pode ser o papel do Estado.
Também é relevante a fatia das jovens adultas: são 74. 470 mulheres com idades entre 25 a 44 anos, 39,76% das aptas ao voto. Vale dissecar suas prioridades, se querem oportunidades para si, se desejam melhores opções de creches para filhos, dentre outras demandas. Como se pode observar, são dois gigantescos públicos a serem priorizados para a totalização dos votos.
A distribuição geográfica das mulheres, por bairros, é algo a ser colocado no radar.
Pode ser observar que 49.528 eleitoras estão espalhadas por bairros de classe média e de classe média/alta, como Coqueiral de Itaparica, Itapuã, Praia da Costa e Centro, sendo Coqueiral o maior local de concentração feminina (16.522). Nesses locais, há maior probabilidade de o voto ser mais crítico e com mulheres que, não necessariamente, sejam tão dependentes da estrutura municipal, tendo interesse em ações complementares para terem sua segurança e seu bem-estar garantidos.
Os candidatos também não podem menosprezar, como atesta o mapa de calor, a quantidade de mulheres que estão distribuídas em bairros das regiões 3, 4 e 5, que apresentam vulnerabilidades sociais e com maior chance de que elas necessitem do amparo municipal.
Na região 5, por exemplo, bairros como Ulisses Guimarães, Jabaeté, Terra Vermelha, São Conrado, Barra do Jucu, Barramares e Morada da Barra têm 20.895 eleitoras. É um número tão expressivo, que é capaz de garantir uma cadeira de vereador e ainda brigar por mais outra.
Por fim, a escolaridade das mulheres eleitoras de Vila Velha ajuda a promover insights do público.
Os dados mais recentes do IBGE revelam que o salário médio de um trabalhador, em Vila Velha, é da ordem de dois salários mínimos, ou seja, R$ 2.824. Quanto menor a escolaridade, maior a possibilidade de que a renda do cidadão seja mais baixa.
O total de 68.490 mulheres adultas com ensino médio completo, ou seja, mais de um terço do eleitorado feminino, acende o alerta de que elas estejam dependentes, de alguma forma, do que é ofertado pelo sistema municipal. Juntam-se a elas mais 63.213 eleitoras com escolaridade entre analfabeto e ensino médio incompleto (outro um terço das eleitoras), o que só reforça a chance da existência do arcabouço da vulnerabilidade, de alguma forma.
Percebe-se, então, que pelo menos dois terços das mulheres, pela análise da escolaridade, merecem atenção e cuidados especiais quanto ao que o município pode ofertar nos mais diferentes tipos de serviço, de educação a saúde.
Valorizar esse universo e convencer, de fato, que as promessas serão colocadas no papel serão fatores que ajudarão na conquista destes votos.
As mulheres farão toda a diferença em Vila Velha na escolha das e dos representantes delas.









