Sem causar qualquer estranhamento ou surpresa, o PT, no Espírito Santo, manifestou apoio, nessa segunda-feira (10), ao ex-governador Renato Casagrande (PSB) como segundo candidato do grupo ao Senado. O primeiro, obviamente, é Fabiano Contarato (PT), que busca a reeleição.
Casagrande, no dia da convenção do PSB, já havia declarado que seu candidato a presidente é Lula (PT), mas é sabido que o socialista será mais tímido quanto à nacionalização das eleições no Estado. O histórico recente de 2022 mostra bem isso ao ex-governador. Além disso, o PSB integra a chapa do presidente da República, com Geraldo Alckmin (PSB) na Vice-Presidência.
O PSB, neste ano, vai apoiar Rose de Freitas (MDB) para a segunda vaga ao Senado. Rose é do mesmo partido do governador Ricardo Ferraço (MDB), que terá como adversário Helder Salomão (PT) na disputa pelo Palácio Anchieta. Embora PT e PSB estejam em lados opostos na majoritária para o governo do Estado, há alinhamentos antigos entre as duas legendas.
Para o PT, que conta com a reeleição de Contarato, é fundamental ter alguém com maior capacidade de diálogo numa eventual recondução de Lula à Presidência da República. Nesse caso, Casagrande, que está no espectro da centro-esquerda, é, indiscutivelmente, a opção mais segura, visto que os demais candidatos estão mais à direita.
Ainda que não haja reciprocidade, o posicionamento do PT pode até servir como uma sinalização informal para um eventual segundo turno no Espírito Santo. Caso Helder não consiga avançar para a próxima etapa da disputa pelo Palácio Anchieta, o cenário deverá ficar entre Ricardo e Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Nas pesquisas de intenção de voto, o petista vem abocanhando em torno de 10% dos votos válidos. Numa disputa parelha que se avizinha, cada ponto percentual é cobiçado e pode fazer a diferença.
Dessa forma, o posicionamento do PT segue uma lógica pragmática, reproduzindo a prioridade dada ao cenário nacional, sem deixar de observar as nuances dos arranjos políticos capixabas.










