A poucos dias do fim do prazo para os arranjos políticos e do início da campanha eleitoral, as articulações estão ficando em segundo plano diante de tantas especulações sobre a Apex Partners e o caso que ficou conhecido como “Master Capixaba”.
Do lado das campanhas, nenhum dos principais candidatos ainda se pronunciou, mas é claro que os núcleos já vêm trabalhando com as informações disponíveis de modo a enfraquecer os adversários. Isso tende a reverberar ao longo de toda a eleição, segundo fontes dos diferentes Poderes.
Mas há um ponto que precisa ser entendido nesse caso: o fato de envolver a elite. E a elite, no Espírito Santo, um estado pequeno, reúne pessoas que se conhecem, mantêm relações e se encontram frequentemente.
Diante disso, caberá a essa elite, num momento de incertezas, escolher entre dois caminhos. Se prevalecer a postura de que tudo precisa ser resolvido para ontem, os efeitos podem, de fato, perdurar por muito tempo e ultrapassar as eleições. Pode ser aberta uma caixa de Pandora muito maior? Pode ser.
Por outro lado, se houver, digamos assim, um movimento para conferir um mínimo de estabilidade a um período eleitoral que já está bastante conturbado, a temperatura pode diminuir. Isso sem, obviamente, deixar qualquer questão impune, até porque há muito dinheiro envolvido.
Os olhos, nos próximos tempos, estarão voltados para a tramitação dos processos na Justiça relacionados ao caso, além dos fatos relevantes divulgados pelas companhias envolvidas. E, consequentemente, para as relações de políticos com esses agentes.
A lógica deste momento pré-eleitoral, portanto, é de questionamento. E pergunta sem a devida resposta abre espaço para ilações.
Quando uma história é contada e repetida muitas vezes sem que haja uma versão capaz de contrapô-la, ela pode acabar sendo tomada como verdade.
Esse é um desafio para todos.










