A disputa pelo Palácio Anchieta em 2026 já saiu das ruas e encontrou um campo de batalha decisivo: as redes sociais. Um levantamento inédito do Centro de Inteligência de Campanhas (CiC), plataforma capitaneada pelo estrategista Fernando Carreiro, revela que a corrida sucessória está em um dos momentos mais abertos e equilibrados da história recente do Espírito Santo.
O monitoramento, que utiliza algoritmos para medir o impacto real dos pré-candidatos, coloca frente a frente dois modelos de força: a capilaridade do atual governo e o engajamento da oposição.
Alcance X Aprovação
No quesito alcance e menções (o chamado score de visibilidade), o governador Ricardo Ferraço (MDB) leva a melhor, liderando com 32%. Esse número reflete a força da agenda institucional e a onipresença da máquina estatal. Em segundo lugar, Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece com 24%, seguido por Helder Salomão, com 9%.
Contudo, quando o assunto é a análise de sentimentos no Instagram — que mede se os comentários e interações são elogios ou críticas —, o cenário se inverte:
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Lorenzo Pazolini: Ostenta o melhor desempenho, com 92% de menções positivas. Apenas 2% do que se fala sobre o ex-prefeito de Vitória na rede é negativo.
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Ricardo Ferraço: Mantém um índice sólido de 85% de aprovação nas redes, com 5% de rejeição.
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Helder Salomão: Enfrenta um cenário mais árduo, com apenas 5% de menções positivas e uma predominância de interações neutras (69%).
Fator Magno Malta
Embora ainda não tenha oficializado sua pré-candidatura, o senador Magno Malta foi incluído no radar do CiC, apresentando um dado de alerta para seu grupo político. Malta lidera o ranking de menções negativas, com 66%.
Segundo Fernando Carreiro, esse desgaste é um reflexo direto e imediato da crise recente envolvendo o senador e uma enfermeira durante sua hospitalização. “O ambiente digital reage muito rápido a crises de imagem, e isso pesou drasticamente no score do senador neste momento”, avalia o estrategista.
Empate Técnico e a “Avenida” de Indecisos
O dado mais impactante do levantamento, no entanto, vem do agregador de pesquisas da Central de Diagnóstico do CiC, que faz a média ponderada de diversas amostragens. No voto estimulado, a polarização é real e os candidatos estão “colados”:
| Pré-Candidato | Média de Intenção de Voto |
| Lorenzo Pazolini | 31,2% |
| Ricardo Ferraço | 30,5% |
| Magno Malta | 15,3% |
| Helder Salomão | 8,0% |
Com um contingente de 35% de indecisos, o quadro é de total indefinição. Para Carreiro, o jogo está apenas começando. “Há uma avenida enorme para os pré-candidatos trabalharem. A eleição está totalmente aberta e não há um favorito claro”, destaca o criativo de marketing político.
Se as redes sociais são o termômetro da alma do eleitor, Pazolini entra na disputa com uma militância digital mais entusiasmada. Por outro lado, Ferraço detém o controle do volume da conversa. No meio disso, 2026 parece mais perto do que o calendário sugere.









