Considerado membro importante da base do Governo Pazolini (Republicanos), o vereador de Vitória, Aylton Dadalto, mesmo sendo do mesmo partido, foi cortado das relações do prefeito. Sinal disso foi a exoneração de cinco comissionados do Executivo municipal, indicados pelo parlamentar. Segundo aliados do prefeito, Lorenzo Pazolini se sentiu traído por Dadalto aderindo a movimento que reúne 16 vereadores. Só não estão no grupo Armandinho Fontoura (PL), Anderson Goggi (Republicanos), Davi Esmael (PSD), Luiz Emanuel (Republicanos) e Leonardo Monjardim (Novo).
“Aylton foi cargo da prefeitura, teve o apoio de Pazolini para ser eleito Conselheiro de Segurança da Regional 5 e depois vereador. Ele foi traidor e o prefeito tem todo direito de não manter os aliados de quem o traiu na prefeitura”, disse um quadro que preferiu não ter o nome divulgado.
O atual vereador foi assessor adjunto na Secretaria de Governo e Gerente de Parcerias Público-Privadas, presidente do Conselho de Segurança Urbana de Vitória. Além de Aylton Dadalto, Maurício Leite (PRD) e João Flávio (MDB), considerados da base do prefeito também aderiram ao movimento dos vereadores que se uniram para evitar que a eleição da mesa diretora da Câmara de Vitória seja adiada. O regimento da Casa determina o pleito entre 1º e 15 de agosto, dentro do período eleitoral.
O prefeito Pazolini solicitou a avaliação para que a eleição acontecesse em dezembro, após as eleições de outubro. A partir de abril Pazolini deixa a prefeitura, com a atual vice, Cris Samorini (Progressistas) ocupando o cargo de chefe do Executivo de Vitória e o presidente – ou a presidente – da Câmara passa à “vice”, por substituir a prefeita em caso de ausência.









