Maioria na Câmara de Vitória se une para manter eleição da Mesa em agosto e enfrenta pressão do Executivo

A disputa pelo comando da Câmara Municipal de Vitória para o biênio 2027/2028 já mobiliza vereadores e abre uma nova frente de tensão política entre o Legislativo e o Executivo da capital capixaba. Um grupo formado por 16 parlamentares se posicionou pela manutenção da data prevista no Regimento Interno da Casa para a eleição da nova Mesa Diretora, marcada para ocorrer entre 1º e 15 de agosto, antes das eleições de 2026.

A posição contraria a articulação de um grupo menor de vereadores alinhados ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), que defendem mudanças nas regras para que a escolha da nova direção do Legislativo seja realizada apenas em dezembro de 2026, após o período eleitoral.

Nos bastidores da Câmara, o debate sobre a data da eleição tem intensificado as movimentações políticas. O adiamento da votação seria defendido por parlamentares que devem disputar cargos nas eleições de 2026.

Diante do cenário, o grupo majoritário decidiu se manifestar publicamente. Na manhã desta terça-feira (11), os integrantes do chamado G16 se reuniram em frente à entrada principal da Câmara Municipal de Vitória e registraram uma foto como forma de demonstrar unidade em torno da manutenção do calendário estabelecido pelo regimento.

O grupo é formado pelas vereadoras Mara Maroca (PP), Ana Paula Rocha (PSOL) e Karla Coser (PT) e pelos vereadores Aylton Dadalto (Republicanos), Camillo Neves (PP), André Brandino (Podemos), Baiano do Salão (Podemos), João Flávio (MDB), Bruno Malias (PSB), Pedro Três (PSB), Aloisio Varejão (PSB), Maurício Leite (PRD), Dárcio Bracarense (PL), Luiz Paulo Amorim (PV), Professor Jocelino (PT) e Dalto Neves (Solidariedade).

Entre os parlamentares, o nome de Dalto Neves tem sido apontado nos bastidores como possível candidato à presidência da Câmara no próximo biênio, com apoio de integrantes do grupo majoritário.

A eleição da Mesa Diretora ocorre em um momento de reorganização política na capital. Caso confirme a saída do cargo para disputar o Governo do Espírito Santo nas eleições de 2026, o prefeito Lorenzo Pazolini deve deixar a Prefeitura em abril daquele ano. Nesse cenário, a vice-prefeita Cris Samorini (Progressistas) assumiria o comando do Executivo municipal.

O resultado da eleição da nova Mesa terá impacto direto na relação entre os poderes municipais nos dois últimos anos da atual legislatura. A definição do comando da Câmara tende a influenciar o equilíbrio político entre o Legislativo e o Executivo no período final do mandato municipal.

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