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Modernização como imperativo para a eficiência judicial

A prestação jurisdicional no Brasil vem se caracterizando, nas últimas décadas, por um processo de digitalização e modernização contínua, alinhado aos princípios constitucionais da eficiência (art. 37, caput, CF) e do acesso à justiça (art. 5º, XXXV, CF).

No âmbito do Estado do Espírito Santo, esse processo avançou de forma substancial com a contratação, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES), de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) destinado à implementação do Programa de Modernização do Poder Judiciário do Estado do Espírito Santo.

O PROMOJUES representa um conjunto articulado de ações de governança institucional, transformação digital, gestão estratégica e aperfeiçoamento da infraestrutura física e tecnológica com foco na melhoria da qualidade dos serviços judiciais.

O financiamento externo aprovado pelo BID — na ordem de aproximadamente 35,3 milhões de dólares — tem por objetivo principal ampliar o acesso à justiça e aumentar a eficiência operacional do Judiciário capixaba, por meio da modernização do PJe e de soluções tecnológicas inovadoras, incluindo investimentos em infraestrutura de redes, sistemas de gestão de processos e inteligência operacional.

Um dos pilares fundamentais dessa modernização reside na implantação de cabeamento estruturado e melhoria da conectividade digital nas unidades jurisdicionais estaduais. Essa medida, determinada como prioridade pela atual Presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, possibilita a expansão da transmissão de dados em velocidade compatível com as exigências atuais do PJe, mitigando as instabilidades que comprometem a produtividade judicial, o trabalho da advocacia e o atendimento das partes.

Sem a devida atenção à infraestrutura física de rede, iniciativas de software e automação se mostram insuficientes para garantir a efetiva celeridade processual. A complexidade e a elevada demanda do processo eletrônico impõem requisitos técnicos mínimos que passam por rede de fibra óptica, redundância de sistemas e estabilidade de conexão, essenciais para assegurar a continuidade do serviço jurisdicional, a segurança da informação e o respeito aos prazos processuais. Nesse contexto, os investimentos previstos no biênio 2026–2027 constituem o ápice do esforço de implementação das mudanças estruturais, com metas que compreendem tanto melhorias em hardware quanto capacitação de pessoal e governança institucional.

A estratégia do PROMOJUES também contempla ações voltadas à inclusão digital, à acessibilidade dos serviços judiciais para populações vulneráveis, e ao fortalecimento da gestão interna, consolidando um ambiente judicial preparado para responder às necessidades contemporâneas.

Assim, ao priorizar a infraestrutura — não apenas como suporte técnico, mas como condição sine qua non para a efetividade do PJe —, o TJES reafirma seu compromisso com uma Justiça mais moderna, eficiente e acessível, capaz de responder às demandas sociais com agilidade, segurança e responsabilidade institucional.

**Custas Judiciais, Justiça Social e Responsabilidade Processual*

Anselmo Laranja
Juiz de Direito
Secretário-Geral do TJES

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Comentários
  1. Excelente artigo! Com tecnologia bem aplicada, a Justiça pode ficar mais rápida e acessível para todos.

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