O Crédito de Carbono e as implicações desse mercado

Quando falamos em ESG, Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Acordo de Paris e outros temas relacionados ao desenvolvimento sustentável socioambiental, lembramos também do Crédito de Carbono.

O Crédito de Carbono e as implicações desse mercado
O mercado do crédito de carbono é eficiente?

De uma forma simples, crédito de carbono são certificados emitidos para empresas e países, que comprovam a redução na emissão para a atmosfera de gases do efeito estufa

O mercado do crédito de carbono surgiu depois da assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997, quando países membros da Organização das Nações Unidas se reuniram em Kyoto, no Japão, para conversarem sobre os efeitos do aquecimento global, e como obrigar a, principalmente os países desenvolvidos, a terem um crescimento mais limpo, com menos emissão de gases que afetam negativamente o nosso planeta, causando o que hoje chamamos de Mudanças Climáticas.

 E esse mercado surgiu porque países considerados desenvolvidos, não conseguiram baixar suas emissões de gases aos patamares acordados no Protocolo de Kyoto. Existem países, que mesmo depois de 16 anos, ainda não conseguiram chegar a esses patamares, isso porque os países tiveram até 2005 para se adequarem, num total de 24 anos desde a assinatura do Protocolo de Kyoto.

Precisamos de ações mais pertinentes, responsáveis e comprometidas, para podermos ter realmente um Desenvolvimento Limpo e Sustentável de todo o planeta.

De que adianta, um país se preocupar a ponto de gerar crédito e outro, não criar nenhuma regra, gerando débitos… o planeta é um só, e toda ação, além de ter uma reação, atinge aos pontos mais distantes de onde a ação ocorreu.

Se continuarmos a seguir na linha que estamos hoje, já existem estudos científicos que mostram que à partir de 2030, o clima do planeta Terra, começa a ficar hostil para a nossa sobrevivência. A pandemia do coronavírus, que estamos vivendo, é somente um aviso do que pode vir.

E, ao contrário do que muito se acreditou durante anos, e ainda é acreditado por parte das pessoas, não é preciso gerar emissões excessivas de gases que geram mudanças climáticas desfavoráveis ao planeta, para termos um desenvolvimento e crescimento econômico.

Os países que mais geram crédito de carbono são a Nova Zelândia, o Japão e a Austrália.

Os 3 países são considerados desenvolvidos, tem representação econômica mundial, e também representação no combate ao desmatamento, desenvolvimento humano, tecnológico, artes, esportes, ciências… Será que precisamos mesmo atacar o clima do nosso planeta para ter crescimento e desenvolvimento econômico?

E porque obrigar somente os países desenvolvidos a gerar crédito de carbono?

Será que um país precisa primeiro se desenvolver, criar mais problemas ambientais e climáticos, para depois criar regras de sustentabilidade e impacto socioambiental?

Mudar as engrenagens de um sistema depois que ele está a todo vapor, é muito mais difícil do que quando ele está se desenvolvendo.

É fácil achar na internet, críticas ao mercado do crédito de carbono, principalmente quando buscamos fontes pautadas no ASG. E aí encontramos cientistas, economistas, fundos de investimento, agências internacionais que criticam esse comércio do crédito de carbono.

E aí, naquela mesma lista que figuram Nova Zelândia, Japão e Austrália, figuram também o Vietnam e Tailândia, que apostam um desenvolvimento econômico neutro em carbono. E a Coreia do Sul que baseia seu crescimento econômico na diminuição da emissão de carbono.

 Precisamos de mais empresas que criem projetos baseados na agenda ASG e de governantes e políticos que desenvolvam e apoiem leis baseadas também na agenda ASG.

É muito melhor ser exemplo bom.

Licia Mesquita
Licia Mesquita
Licia Mesquita é uma facilitadora. Seu propósito é ajudar empresas a transformarem seu negócio, e a pessoas a recriarem suas carreiras. A ideia é descomplicar a sustentabilidade.

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