Uma torta com creme fora da refrigeração, um pacote estufado ou um congelado parcialmente descongelado: esses sinais podem indicar que um alimento não foi conservado adequadamente, mesmo que ainda esteja dentro do prazo de validade. Observar a embalagem, a temperatura e as condições de higiene do estabelecimento ajuda o consumidor a evitar produtos com suspeita de contaminação.
O alerta é do Procon de Cachoeiro de Itapemirim. Para o coordenador executivo do órgão, Ricardo Fonseca, o consumidor tem um papel na identificação de problemas. “O consumidor possui papel relevante na prevenção desses riscos e pode contribuir para a segurança dos alimentos observando as condições dos estabelecimentos, verificando a integridade das embalagens, conferindo os prazos de validade e identificando situações aparentemente inadequadas”, afirma.
O que conferir em mercados e hortifrutis
A atenção começa pelo ambiente: balcões e vitrines devem estar limpos, os alimentos precisam estar protegidos e não deve haver insetos ou sinais de roedores. Produtos de limpeza também devem permanecer separados dos alimentos.
Nas prateleiras, é preciso evitar embalagens abertas, rasgadas, furadas, com vazamentos, corrosão ou estufamento. O rótulo deve trazer informações como validade, ingredientes, lote e instruções de conservação, conforme o tipo de produto. Estar dentro da validade não garante, por si só, que o alimento esteja seguro: as condições de armazenamento também importam.
Carnes, peixes, leite, queijos, frios e outros perecíveis exigem refrigeração. Se o balcão aparentar estar desligado ou não estiver funcionando bem, o consumidor deve evitar os produtos que possam ter perdido a temperatura adequada. Entre os congelados, vale observar embalagens deformadas, líquido congelado e sinais de que o item descongelou e foi congelado novamente.
Alimentos vendidos a granel devem estar protegidos de poeira, insetos e do contato direto do público, com recipientes e utensílios adequados.
Atenção aos recheios e alimentos prontos nas padarias
Em padarias e confeitarias, pães, salgados e doces precisam estar protegidos durante a exposição e a manipulação. Vitrines sujas, presença de insetos, mofo, cheiro estranho ou aparência alterada são sinais para não comprar.
Bolos, tortas e doces com creme, chantilly, leite, ovos ou frutas merecem cuidado especial com a conservação. O mesmo vale para frios, queijos fatiados, sanduíches e refeições prontas. O consumidor pode observar se os equipamentos estão funcionando, se os utensílios estão limpos e se os funcionários manuseiam os alimentos de forma higiênica. O uso de luvas não substitui a higiene das mãos.
O cuidado continua depois da compra
Deixar os perecíveis para o fim das compras ajuda a reduzir o tempo fora da refrigeração. No transporte, eles não devem ficar por longos períodos no carro ou expostos ao sol. Ao chegar em casa, os refrigerados devem ir para a geladeira e os congelados para o freezer. Carnes cruas precisam ficar separadas dos alimentos prontos para consumo, para evitar contaminação cruzada.
Se houver suspeita de deterioração ou contaminação, a orientação é não consumir o produto. Quando possível, o consumidor deve guardar a embalagem, o lote e o comprovante de compra, além de fotografar o problema. A ocorrência pode ser comunicada ao estabelecimento e, conforme o caso, ao Procon e à Vigilância Sanitária










