O cooperativismo alcançou pela primeira vez a marca de 1 milhão de cooperados no Espírito Santo e passou a reunir mais de 1,08 milhão de pessoas em 112 cooperativas. O dado faz parte do Anuário do Cooperativismo Capixaba 2026, lançado nesta quinta-feira (24) pelo Sistema OCB/ES.
Segundo a publicação, o Estado terminou 2025 com 1.081.334 cooperados, alta de 11,7% em relação aos 967.729 registrados em 2024. Na comparação com 2021, o avanço chega a quase 77%. O crescimento também amplia a presença do cooperativismo na vida econômica dos capixabas. De acordo com o anuário, quase 2,5 milhões de pessoas estão direta ou indiretamente conectadas ao modelo no Espírito Santo, o equivalente a cerca de 60% da população estadual.
Para o diretor técnico do Sebrae/ES, Eurípedes Pedrinha, os números ajudam a mostrar a dimensão econômica do modelo e sua capacidade de gerar renda, ampliar mercados e promover desenvolvimento.
“Se existe um modelo de negócio que trabalha para promover o empreendedorismo e gerar prosperidade em vários setores econômicos e por todo o Estado, é o modelo cooperativo”, afirmou.
Pedrinha destacou ainda a combinação entre atividade econômica e inclusão como uma das características do cooperativismo. Segundo ele, o modelo permite trabalhar simultaneamente questões como geração de renda, acesso a mercados, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.
“Nós podemos experimentar várias vezes, de várias formas diferentes, fomentar o empreendedorismo, qualificar a base de produtores e de trabalhadores, gerar acesso a mercados e discutir o crescimento”, disse.
O presidente do Sistema OCB/ES, Pedro Scarpi Melhorim, afirmou que a evolução dos indicadores demonstra uma dimensão do cooperativismo que nem sempre é percebida fora do setor. “Vocês vão ver, pela grandeza que ele é, que o cooperativismo é muito maior do que realmente parece”, afirmou.
Segundo Melhorim, a consolidação dos dados também tem uma função estratégica para as próprias cooperativas. Ele classificou o anuário como uma ferramenta de mercado e de planejamento, capaz de subsidiar decisões e a definição de diretrizes das organizações.
“É uma ferramenta de mercado, uma ferramenta de planejamento estratégico, que deve ser consultada para definir as diretrizes de cada cooperativa”, afirmou.
O avanço da base de cooperados ocorre em diferentes ramos, mas o crédito concentra a maior parte desse contingente. As cooperativas financeiras reuniram 969.806 cooperados em 2025, quase 90% do total registrado no Estado.
Além da expansão do número de associados, as cooperativas também aumentaram a geração de trabalho. O total de colaboradores, incluindo celetistas, aprendizes, estagiários e terceirizados que passou de 12.094, em 2024, para 14.146 em 2025, crescimento de 17%.
Para Pedrinha, a combinação entre crescimento econômico, geração de oportunidades e participação das pessoas explica parte da expansão do modelo.
“Se tem um exercício que trata prosperidade e propósito na mesma valorização, na mesma balança, é o modelo de negócio do cooperativismo”, afirmou.










